R.G: Eddie Schäfer (a.k.a. teco apple)
Contato: teco_apple@hotmail.com
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50 Melhores (2006)
50 Melhores (2005)
50 Melhores (2004)
50 Melhores (2003)

Alana Davis
(Entrevista)

Alanis Morissette
(So-Called Chaos)

Alanis Morissette
(Jagged Little Pill Acoustic)

Allison Moorer
(The Duel)

Amerie
(Touch)

Amy Winehouse
(Back in Black)

Avril Lavigne
(Under My Skin)

Auf Der Maur
(Auf Der Maur)

Basement Jaxx
(The Singles)

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
(Trilha Sonora)

Carla Werner
(Entrevista)

Carina Round
(The Disconnection)

Carina Round
(Slow Motion Addict)

Casey Dienel
(Wind-Up Canary)

Cat Power
(The Greatest)

Cerys Matthews
(Cockahoop)

Christina Aguilera
(Back to Bascis)

Courtney Love
(America´s Sweetheart)

Daft Punk
(Human After All)

The Dresden Dolls
(Yes Virginia)

Franz Ferdinand
(Franz Ferdinand)

Frou Frou
(Details)

Garbage
(Bleed Like Me)

Gary Jules
(Trading Snake Oil For Wolftickets)

Gotan Project
(Lunatico)

Gwen Stefani
(The Sweet Escape)

Herbie Hancock
(Possibilities)

Jem
(Finally Woken)

Jolie Holland
(Escondida)

Joss Stone
(The Soul Sessions)

Joss Stone
(Mind, Body & Soul)

Juana Molina
(Son)

Juliana Hatfield
(In Exile Deo)

Juliette & the Licks
(You´re Speaking My Language)

Juliette & the Licks
(Four on the Floor)

Lisa Loeb
(The Way It Really Is)

Lisa Marie Presley
(To Whom It May Concern)

Lisa Marie Presley
(Now What)

Madonna
(Confessions on a Dancefloor)

Maroon 5
(Songs About Jane)

M.I.A.
(Arular)

Miss Kittin
(I Com)

Missy Elliott
(The Cookbook)

Nellie McKay
(Get Away From Me)

Nelly Furtado
(Loose)

Nikka Costa
(can'tneverdidnothin')

Nine Inch Nails
(Year Zero)

Norah Jones
(Feels Like Home)

OutKast
(Idlewild)

Pink
(I´m Not Dead)

Pública
(Polaris)

Rachael Yamagata
(Happenstance)

Rufus Wainwright
(Want One)

Scissor Sisters
(Scissor Sister)

Scissor Sisters
(Ta-Dah)

Shelby Lynne
(Identity Crisis)

Shelby Lynne
(Suit Yourself)

Soybonilla
(Entrevista)

Stela Campos
(Entrevista)

Sun Kil Moon
(Tiny Cities)

Tori Amos
(Welcome to Sunny Florida)

Tori Amos
(The Beekeeper)

The Bird and the Bee
(The Bird and the Bee)

The Veronicas
(The Secret Life of The Veronicas)

Wig in a Box
(Various Artists)

Yann Tiersen & Shannon Wright
(Yann Tiersen & Shannon Wright)

Yeah Yeah Yeahs
(Show Your Bones)

A Cor Púrpura, Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-Sol, Amadeus, Amores Brutos, As Horas, Boogie Nights, Brilho Eterno, Caindo na Real, Central do Brasil, Clube da Luta, Cidadão Kane, Corra Lola Corra, Dançando no Escuro, Donnie Darko, Ed Wood, Elefante, Embriagado de Amor, Empire Records, Encontros e Desencontros, E Sua Mãe Também, Evil Dead, Fantasia, Fargo, Hedwig, História Real, Janela Indiscreta, Magnólia, O Bebê de Rosemary, O Casamento de Muriel, O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, O Iluminado, O Mágico de Oz, O Piano, O Povo Contra Larry Flynt, O Que Terá Acontecido à Baby Jane?, Os Excêntricos Tenenbaums, Os Incríveis, Pequena Miss Sunshine, Pi, Psicose, Quanto Mais Quente Melhor, Quase Famosos, Réquiem Para um Sonho, Seven, Thelma & Louise, Vertigo...

15 Melhores (2006)
15 Melhores (2005)
15 Melhores (2004)
15 Melhores (2003)

21 Gramas
(21 Grams)

Adaptação
(Adaptation.)

O Amigo Oculto
(Hide and Seek)

O Aviador
(The Aviator)

As Bicicletas de Belleville
(Belleville Rendez-Vous)

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
(Eternal Sunshine of the Spotless Mind)

Cama de Gato
A Casa de Cera
(House of Wax)

Connie & Carla - As Rainhas da Noite
(Connie & Carla)

Constantine
(Constantine)

C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
(C.R.A.Z.Y.)

Destino Insólito
(Swept Away)

Diários de Motocicleta
(The Motorcycle Diaries)

Doce Lar
(Sweet Home Alabama)

Driblando o Destino
(Bend It Like Beckham)

Elefante
(Elephant)

Em Busca da Terra do Nunca
(Finding Neverland)

Encontros e Desencontros
(Lost in Translation)

Espanglês
(Spanglish)

Os Esquecidos
(The Forgotten)

A Estranha Família de Igby
(Igby Goes Down)

Extermínio
(28 Days Later)

A Fantástica Fábrica de Chocolate
(Charlie and the Chocolate Factory)

Fale com Ela
(Hable con Ella)

Femme Fatale
(Femme Fatale)

Frida
(Frida)

Homem-Aranha 2
(Spider-man 2)

Identidade
(Identity)

A Isca Perfeita
(Birthday Girl)

Jogos Mortais
(Saw)

Johnny & June
(Walk the Line)

A Máquina do Tempo
(The Time Machine)

Kill Bill Vol. I
(Kill Bill Vol. I)

Leis da Atração
(Laws of Attraction)

Longe do Paraíso
(Far from Heaven)

Mar Aberto
(Open Water)

Mar Adentro
(The Sea Inside)

Matrix Revolutions
(Matrix Revolutions)

Menina de Ouro
(Million Dollar Baby)

Meninas Malvadas
(Mean Girls)

Monster
(Monster)

Mulheres Perfeitas
(The Stepford Wives)

Na Companhia do Medo
(Gothika)

Os Normais - O Filme
A Paixão de Cristo
(The Passion of the Christ)

Party Monster
(Party Monster)

Pequena Miss Sunshine
(Little Miss Sunshine)

Por Um Fio
(Phone Booth)

Ray
(Ray)

Retratos de uma Obsessão
(One Hour Photo)

Roubando Vidas
(Taking Lives)

O Segredo de Brokeback Mountain
(Brokeback Mountain)

Sideways - Entre Uma e Outras
(Sideways)

Super Size Me - A Dieta do Palhaço
(Super Size Me)

Tentação
(We Don´t Live Here Anymore)

Todo Mundo em Pânico 4
(Scary Movie 4)

Aos Treze
(Thirteen)

Tróia
(Troy)

Vôo 93
(United 93)

A Vila
(The Village)

Ai.que.preguiça
A.sapataria
Agua.perrier
Berrando
Blog.do.Kicha
Blog.terapia
Cafeína
Charles?que.Charles?
Cine.Dema(i)s
Confortavelmente.entorpecido
Cotidianidades
Filmes.do.Chico
Filmes.glst.ou.quase
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Domingo, Dezembro 31, 2006

TOP 15 Filmes de 2006

#01. Pequena Miss Sunshine

the.way.things.are escolhe este como o melhor filme de 2006. Pequena Miss Sunshine é o tipo de filme que você tem que assistir para se envolver e se identificar com as peças inseridas no roteiro. Ou simplemente se encantar com o sorriso e olhar da jovem atriz Abigail Breslin, o silêncio de Paul Dano, a superproteção de Toni Collette, a fragilidade de Steve Carrell, a filosofia de vida de Alan Arkin e o ser ou não ser um ganhador de Greg Kinnear. Após esses detalhes, basta deixar com que a música de Sufjan Stevens e do DeVotchka tomem o caminho da estrada a seguir.

#02. O Tempo Que Resta

O cineasta François Ozon expõe na história do fotógrafo homossexual, que descobre um câncer em fase terminal, os anseios e mudanças que a notícia provoca na vida de seu protagonista. A alteração de comportamento, a forma encontrada por ele para não interferir na vida alheia e a busca de paz consigo dão toques delicados a esse projeto sobre morte marcada.

#03. Vôo United 93

Além da veracidade - na questão do tempo, o diretor utiliza câmera digitais e atores desconhecidos (o que não causa grande identificação entre espectador e personagens), deixando com que a história dos passageiros fique acima das atuações. A sensação é de fraqueza durante a projeção. É evidente que a intenção de Paul Greengrass (direitor) não é criar uma estória gratuita com o objetivo de tocar na ferida. Questões sobre o que teria acontecido são levantadas, dramas pessoais abordados de forma breve e decisões a serem tomadas com aqueles passageiros estão na tela de forma convincente.

#04. O Segredo de Brokeback Mountain

Do início ao seu desfecho, Brokeback Mountain não poderia ter uma mão mais humana que a do diretor Ang Lee. É sensível ao extremo quando apresenta a luta travada entre os seus protagonistas em relação ao sentimento. Se hoje o amor homossexual é melhor aceito pela sociedade, o filme que se passa nos anos 60 com figuras "fortes e brutas" como a dos caubóis, torna-se atual e envolvente. Aqui, não se distingue mais sexo, apenas se presencia o afeto e o sofrimento das personagens centrais.

#05. O Labirinto do Fauno

A fábula cujo pano de fundo é o regime ditatorial na Espanha dos anos 40, apresenta-nos a dois mundos distintos: o da realidade e o da fantasia. O universo sombrio e melancólico de Guillermo Del Toro, nestes dois espaços, contrasta perfeitamente seus personagens humanos e imaginários. A atuação enigmática da menina Ivana Banquero sustenta a qualidade deste conto de fadas negro e assustador.

#06. Volver

Somente um cineasta do calão de Pedro Almodóvar para deixar Penélope Cruz adorável (e suportável) na tela grande. Com um filme denso sobre mulheres, universo dominado por Almodóvar, ele nos entrega novamente um trabalho pessoal em um roteiro que mescla o exagerado e o dramático simultaneamente. Cruz tem o papel da vida, enquanto Carmen Maura brilha de coadjuvante novamente trabalhando com o diretor espanhol.

#07. Os Infiltrados

150 minutos - que passam voando - foram o suficiente para Martin Scorsese mostrar que continua em ótima forma. Os Infiltrados retoma elementos dos primeiros trabalhos do diretor neste drama de corrupção e violência com atuações excepcionais - inclusive de um Leonardo DiCaprio que consegue se sobressair diante de um monstro como Jack Nicholson.

#08. Caché

Georges (Daniel Auteuil) e sua esposa Anne (Juliette Binoche) recebem uma fita de vídeo com imagens de sua casa, filmadas por uma câmera na rua. Isso é apenas o mote para uma seqüência de acontecimentos que começam a assustar o casal, na medida que revelações perturbadoras e pessoais são expostas através do conteúdo dos vídeos. Caché é um thriller que caminha lentamente, surpreendendo nas seqüências e desfecho memorável que apresenta.

#09. Obrigado por Fumar

Nick Naylor (Aaron Eckhart, em interpretação válida para indicação ao Oscar) é o principal porta-voz de uma grande empresa de cigarros. Obrigado por Fumar é uma sátira policamente incorreta sobre a indústria do tabaco e de como este lobista ganha a vida defendo os males do cigarro, ao mesmo tempo que precisa ser o modelo ideal ao seu filho adolescente. Um dos roteiros mais inteligentes que Hollywood poderia ter apresentado.

#10. O Céu de Suely

A história da jovem Hermila, que volta de São Paulo com seu filho recém-nascido para a casa da família - no interior do Ceará, ganha força (e fraqueza) através da interpretação de sua atriz Hermila Guedes. Ela espera a chegada do marido, mas esse não volta. Sem deixar que seus sonhos morram ali, naquela pequena cidade, encontra uma forma de ganhar dinheiro: uma noite de amor com ela através de uma rifa.

#11. Eu, Você e Todos Nós

A artista multimídia Miranda July apresenta, neste seu primeiro longa metragem, um retrato do cotidiano com pequenas doses de humor e melancolia através de suas personagens. A história de uma artista que faz vídeos que se sente atraída por um vendedor de sapatos, com dois filhos para criar e recém separado, transforma situações cômicas em peças adoráveis. Destaque para um dos garotos que consegue ganhar o filme apenas usando o chat em seu computador. ))<>((

#12. Boa Noite e Boa Sorte

George Clooney apresenta esse Boa Noite e Boa Sorte de forma sucinta e elegante. A rivalidade entre o apresentador Edward R. Morrow (David Strathairn) versus o senador Joseph McCarthy, em plena era do macarthismo, é tratado agilmente pelo olhar cuidadoso de Clooney atrás das câmeras. Além da excepcional fotografia em P&B, dando um ar noir ao projeto, as cenas reais dos "julgamentos" constroem credibilidade ao material.

#13. C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor

C.R.A.Z.Y. funcionando como uma espécie de Anos Incríveis, sem o conservadorismo norte-americano. O longa aborda temas como homossexualidade, drogas, música e religião de forma natural e imaginativa. Conquista o público, porque conversa com pessoas comuns como as representadas na tela, causando empatia pelos personagens. A trilha sonora impecável com clássicos dos Rolling Stones, David Bowie e Pink Floyd ganham seqüências extraordinárias.

#14. A Marcha dos Pingüins

Não é um documentário do Discovery Channel, porque é demasiado poético. A Marcha dos Pingüins ganha pontos ao tratar esses pequenos seres de forma humana. O diretor Luc Jacquet parece ter o poder de ler o que se passa emocionalmente na cabeça de cada um deles, mostrando como a natureza encontra força onde nós, seres humanos, nem podemos imaginar.

#15. O Plano Perfeito

O Plano Perfeito apresenta um estória banal: assalto a banco. A diferença está na direção, o elenco e, principalmente, roteiro que estão em sintonia tirando o projeto da vala comum. Há momentos de tensão e o que parecia apenas chavões expostos nos minutos iniciais acabam dando uma dimensão maior ao desfecho da trama. Vale destacar como Spike Lee trabalha com a diversidade étnica em um ambiente como Nova Iorque.


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Segunda-feira, Dezembro 25, 2006

TOP 50 de discos de 2006 - # 01-10

# 01. Joanna Newsom
(Ys)

the.way.things.are escolhe este como o melhor disco de 2006. Em seu primeiro álbum (The Milk Eyed Mender), Joanna Newsom era o típico caso de ame ou odeie. A cantora-harpista apresentava acordes raríssimos e delicados auxiliados da voz incomum de tom infantil. Agora, sua habilidade instrumental ganha orquestrações luxuosas de Van Dyke Parks (responsável pelo recente Smile, de Brian Wilson) nas cinco faixas de Ys. Gravado por Steve Albini (Pixies e PJ Harvey) as canções variam entre 7 a 17 minutos, sendo acariciadas por uma aura medieval. A sensação é de que o ouvinte passa a ser conduzido pela mão a um mundo imaginário.

As fábulas criadas por Newsom apresentam estranheza e intimidade - como em "Emily" dedicada à irmã da cantora, recriando-se melodicamente e poeticamente em seus longos minutos. Há uma densidade nas composições, nos violinos contrastados a harpa ("Cosmia"), banjos salientes ("Emily") e orquestrações crescentes ("Only Skin").
A artista continua sendo o típico caso do ame ou odeie. Porém, Ys é mágico em seus arranjos eficientes e imagens visualmente formadas a partir do vocal renascentista da cantora.

Dica de download: "Only Skin", "Cosmia" e "Emily"

# 02. Casey Dienel
(Wind-Up Canary)

O álbum de estréia de Casey Dienel foi gravado em uma casa abandonada, numa fazenda, com a ajuda de alguns amigos do conservatório. Ela canta, escreve suas composições e toca o piano de forma encantadora. A garota, que diz ter crescido escrevendo canções no seu quarto "de portas fechadas para que ninguém as pudessem ouvir", tem influências de Joni Mitchell, David Bowie e Cole Porter. Suas músicas tratam de "loucura, bêbados, homens velhos, gatos e cachorros, cowboys (...) e love affairs que deram errados". São canções de uma descrição rara e harmonias de textura pegajosa. Não há excessos, tudo é muito bem estruturado e as gravações soam naturais - sem evidentes pressões de gravadoras.

Dica de download: "Frankie And Annette" (), "Fat Old Man" () e "Doctor Monroe" ()

# 03. Regina Spektor
(Begin to Hope)

A virtude de Regina Spektor é o estilo mutável que combina jazz, rock, R&B e música clássica. É criativa em suas composições e mostra domínio no piano que executa. Seja no pop barroco combinado a ritmos populares com audácia, sensibilidade ("Samson") ou efervescência ("Après Moi"). Essa descendente de russos, mostra-se uma das artistas mais bem resolvidas no atual cenário musical com seu estilo próprio - seja na forma de cantar, na execução do piano que passeia por diversos tempos na mesma melodia ou quando volta às raízes e canta versos em russo, como acontece na faixa "Après Moi", recitando frases do poeta Boris Pasternak, o autor do clássico Doutor Jivago.

Dica de download: "On the Radio" (), "Summer in the City" () e "Apres Moi" ()

# 04. The Raconteurs
(Broken Boy Soldiers)

O toque de midas de Jack White está neste Broken Boy Soldier. Depois de encatar o público com a sua irmã (The White Stripes) e renascer uma estrela apagada (Loretta Lynn), aposta num blues/rock com o amigo (e também talentoso): Brendan Benson. Os dois são a essência do The Raconteurs. Buscando referências no rock dos anos 70, os integrantes reformulam a época de artistas como Led Zeppelin para contarem suas estórias. Benson brilha na balada "Together", enquanto White absorve originalidade em "Blue Veins" e seus vocais em reprodução invertida.

Dica de download: "Together" (), "Hands" () e "Steady as She Goes" ()

# 05. Cat Power
(The Greatest)

The Greatest é um dos melhores trabalhos de Cat Power. A cantora lança seu sétimo disco e mostra estar na grande fase de sua carreira. Carreira sólida de melodias e letras bem estruturadas. O disco, gravado em uma semana com músicos lendários de Memphis, começa com a tristeza da estrutura folk-blues da faixa título. Tudo está em sintonia: o emprego de violinos de textura finíssima e crescente de "Love and Communication", a delicadeza na voz e piano modesto de "Where is my Love?" e a levada country com influência jazz de "Empty Shell". Obra-prima na discografia de Chan Marshall.

Dica de download: "Love and Communication" (), "Willie" () e "Could We" ()

# 06. TV on the Radio
(Return to Cookie Mountain)

De acordo com David Sytek, responsável pelos elementos eletrônicos, Return to Cookie Mountain tem por inspiração os acontecimentos apocalípticos e a sensação de fim do mundo pós-11 de Setembro. O segundo álbum do grupo mescla jazz, trip hop e rock de forma experimental. É um trabalho ousado e mais acessível que o anterior (Desperate Youth, Bloody Thirsty Babes). Há a sensação de ser uma jornada por lugares escuros ("Playhouses"), com momentos de fuga em melodias compactas ("Wolf Like Me" e "A Method") e salvação nos vocais de David Bowie ("Province").

Dica de download: "Province" (), "I Was A Lover" () e "Wolf Like Me" ()

# 07. Hot Chip
(The Warning)

O quinteto do Hot Chip trilha seu segundo disco à base de eletro rock, tecladinhos, sintetizadores e letras bem-humoradas. Os garotos confessam que adoram a música pop, mas não as pessoas que a fazem agora. E é assim que The Warning seduz: pelo pop alegre e despretensioso nas melodias dançantes. A banda utiliza referências do anos 80, com tecnologias e ritmos atuais. "Colours" soa uma composição de Simon & Garfunkel do século XXI, enquanto o groove pulsante de "Over and Over" indica o clima do trabalho. Um encontro entre o Beach Boys e o Kraftwerk é um boa forma de os definir.

Dica de download: "Over And Over" (), "And I Was A Boy From School" () e "(Just Like We) Breakdown" ()

#08. Juana Molina
(Son)

Com um estilo folk eletrônico tão próprio, Juana Molina encanta com seu quarto álbum. Os pequenos elementos sonoros caracterizam as composições introspectivas da cantora argentina - como o canto de pássaros inserido junto aos arranjos eficientes do violão em "La Verdad". A artista nos transporta a um universo lúdico, no qual o experimentalismo causa sensações de conforto. O vocal suave chega a ser confundido com os sons mais minuciosos, enquanto a percussão dá vigor às melodias, como acontece na brilhante "Malherido". Poderíamos dizer que ela é uma espécie de Björk da América do Sul.

Dica de download: "La Verdad" (), "Un Beso Llega" () e "No Seas Antipatica" ()

# 09. Amy Winehouse
(Back to Black)

Back to Black é um álbum moderno com old school da Motown. Amy Winehouse aborda temas como drogas e amores perdidos em suas composições sem soar adolescente demais. O funky-soul de "Rehab" garante qualidade no vocal climático e letra sobre não ser levada a uma clínica de reabilitação. Os elementos pop são desafiados ao domínio e postura clássica da artista. A qualidade gospel de "Me And Mr Jones" e as orquestrações de "You Know I´m no Good" evocam divãs como Etta James e Shirley Bassey, respectivamente. O jazz de "Love is a Losing Game", o blues de "Wake Up Alone" e o R&B de "Some Unhole War" são peças que sustentam este clássico moderno.

Dica de download: "Wake Up Alone", "Rehab" e "Tears Dry On Their Own"

# 10. Junior Boys
(So This is Goodbye)

O tecno 80´s e os beat influenciados pelo R&B do Junior Boys remete artistas como o Depeche Mode e o Eurythmics. Tendo essas referências, o grupo mostra-se preocupado com a sensibilidade na percussão e sintentizadores. O vocal de Jeremy Greenspan expressa melancolia, agilidade quando necessário e sem soar exagerado nas lamentações - até mesmo em composições que soam animadas. Vale destacar a releitura de "When No One Cares" de Frank Sinatra.

Dica de download: "FM" (), "Like a Child" () e "In the Morning" ()


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Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

TOP 50 de discos de 2006 - # 11-20

#11. Nellie McKay
(Pretty Little Head)

Após divergências em sua gravadora, Nellie Mckay tomou coragem, botou seu disco na mochila e despediu-se dos executivos da Columbia Records. Lança Pretty Little Head por um selo menor, mas de sua maneira. O tom jazzístico e satírico da cantora está presente aqui. O contraste de suavidade e agressão nas melodias sustentam suas letras "inspiradas". Vale destacar as participações de K.D. Lang ("We Had It Right") e, em especial, Cyndi Lauper ("Bee Charmer").

Dica de download: "There You Are in Me" (MP3)

#12. The Fiery Furnaces
(Bitter Tea)

Bitter Tea é um dos melhores discos confusos do ano. Os irmãos Matthew e Eleanor Friedberger passeiam e variam loucamente dentro de suas canções. As faixas transitam dentro de si, como se fossem composições diferentes. Com vocais arrastados de trás para frente ("Black-Hearted Boy"), sintetizadores aos prantos e pianos sufocantes, o clima obtido aqui é de puro pop psicodélico.

Dica de download: "Teach me Sweetheart" ()

#13. Jolie Holland
(Springtime Can Kill You)

Soando como uma diva dos anos 40/50, a ambientação deste Springtime Can Kill You é a de mais pura elegância num bar sujo. Com um timbre vocal de Billie Holiday, o folk-jazz de Holland é poético junto aos arranjos cuidadosos de suas composições.

Dica de download: "Mexican Blue" ()

#14. Cerys Matthews
(Never Said Goodbye)

Seguindo carreira solo, Cerys Matthews (ex-Catatonia) volta com este Never Said Goodbye. Com o fim do grupo, a cantora mudou-se para os Estados Unidos - mais especificamente Nashville, onde encontrou referências da verdadeira música folk para adicionar ao seu estilo e adequá-lo em suas canções. A voz inconfundível de Matthews encontrou-se musicalmente em letras que retratam o cotidiano e pessoas comuns.

Dica de download: "Morning Sunshine"

#15. Jenny Lewis with The Watson Twins
(Rabbit Fur Coat)

Jenny Lewis, longe do Rilo Kiley, aventurou-se em um disco eclético. Na companhia das gêmeas Chandra e Leigh Watson, elas excursionam pelo country ("Big Guns"), o folk ("Rise Up With Fists") e o pop intimista de "Melt Your Heart" e "Handle With Care".

Dica de download: "Melt Your Heart" ()

#16. The Flaming Lips
(At War With the Mystics)

Há quem chame as melodias do Flaming Lips de freak-pop ("The W.A.N.D.). No entanto, a mente do líder do grupo, Wayne Coyne, funciona de diversas maneiras. Seja em suas viagens sonoras ou composições que misturam Devendra Banhardt e homens-bomba ("Free Radicals") ou mensagens para Britney Spears e Gwen Stefani na sugestiva "The Sound of Failure / It's Dark... Is It Always This Dark?".

Dica de download: "The W.A.N.D." ()

#17. Carina Round
(Slow Motion Addict)

Ela conquistou um grande público com sua explosão sonora a la PJ Harvey. Agora a jovem conta com a rigorosa produção de Glen Ballard neste Slow Motion Addict. Os riffs flertam com o vocal de Round extraindo a essência necessária para o disco suceder, como acontece nas faixas "Stolen Car" e "How Many Times". As melodias mais serenas ("Gravity Lies") surpreendem nos momentos de intensidade sem aviso prévio dos instrumentos, na voz e gritos singulares da cantora.

Dica de download: "Take the Money" ()

#18. Thom Yorke
(The Eraser)

Thom Yorke desafia os fãs em seu primeiro lançamento solo fora do Radiohead. Além de ser a cabeça pensante do grupo, chamou a pessoa certa para produzir seu trabalho: Nigel Godrich - responsável por OK Computer. Nessa jornada eletrônica constrói momentos instigantes - no hipnótico riff em loop de "The Clock, e eletronicamente sutis - a junção dos acordes de piano aos samples da faixa título. Sem o uso de guitarras marcadas, Yorke encontra refúgio antes de voltar a gravar com os seus parceiros de banda.

Dica de download: "Analyse"

#19. Gnarls Barkley
(St. Elsewhere)

O DJ Danger Mouse, conhecido por misturar o White Album dos Beatles com o Black Album de Jay-Z, após produzir o último do Gorillaz, uniu-se ao rapper Cee-Lo formando um dos grupos mais tocados do ano: o Gnarls Barkley. Apresentando uma mistura de hip hop com linhas de baixo funkeadas, soul psicodélico e samples preciosos, o resultado deste encontro não poderia ser outro.

Dica de download: "Smiley Faces" ()

#20. Arctic Monkeys
(Whatever People Say I Am, That's What I'm Not)

O Arctic Monkeys parece aquele grupo que saiu da Internet rotulado a fazer sucesso - o que não é mentira. O rock eficiente aliado à rebeldia juvenil são as respostas para o sucesso dessa macacada. Os riffs pesados, a bateria marcada, as quebras de melodias (como na minha favorita "When the Sun Goes Down") e voz desleixada de Alex Turner são características da autenticidade destes garotos.

Dica de download: "When the Sun Goes Down" ()


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Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

TOP 50 de discos de 2006 - # 21-30

#21. The Knife
(Silent Shout)

O pop esquizofrênico dos irmãos Karin e Olof Dreijer é uma mistura de gêneros e artistas eletrônicos repleto de estranhezas sonoras. Momentos de espanto não faltam nas onze faixas de Silent Shout. Os vocais robóticos e distorcidos somados aos sintetizadores permitem que a parte mais humana, deste trabalho sombrio, apareça na participação de Jay Jay Johansson ("Marble House").

Dica de download: "We Share Our Mother's Health" ()

#22. Danielson
(Ships)

Dica de download: "Did I Step On Your Trumpet" ()


#23. The Decemberists
(The Crane Wife)

Conhecidos pelo seu "pop de câmara" e um folk com base na voz e violão, os companheiros de Colin Meloy conduzem esse quarto álbum - e o primeiro lançado em uma grande gravadora - com muito fôlego e pretensão em faixas épicas (exemplo de "The Island: Come and See/The Landlord's Daughter/You'll Not Feel the Drowning"). Destaque na participação de Laura Veirs na bela e melódica "Yankee Bayonet (I Will be Home Then)".

Dica de download: "O Valencia!" ()

#24. Beck
(The Information)

Dica de download: "Cell Phone's Dead" ()


#25. Yeah Yeah Yeahs
(Show Your Bones)

A expectativa neste segundo trabalho do Yeah Yeah Yeahs era grande. Em Show Your Bones, o grupo investe num som mais limpo do que na estréia (Fever to Tell), mantendo as composições em excelente forma. A bateria de Brian Chase acompanha de forma ágil as variações de tempo, enquanto a guitarra de Nick Zinners enfeitiça com o ingrediente principal: o vocal de Karen O.

Dica de download: "Cheated Hearts" ()

#26. Cold War Kids
(Robbers & Cowards)

Dica de download: "Hang Me Up to Dry" ()


#27. Pete Yorn
(Nightcrawler)

O pop rock de Pete Yorn ainda não arrecadou grandes fãs. Neste terceiro álbum está mais maduro do que nos discos anteriores. Encontra-se musicalmente na parceira de Dave Grohl - do Foo Fighters, tocando bateria na faixa "For Us", e na companhia das garotas do Dixie Chicks no pop-folk de "The Man".

Dica de download: "For Us" ()

#28. Sonic Youth
(Rather Ripped)

Dica de download: "Incinerate" ()


#29. Zero 7
(The Garden)

Com dois ótimos trabalhos no currículo, o duo formado por Sam Hardaker and Henry Binns entrega mais um material de pura leveza sonora. A faixa de abertura "Futures", com a participação de José González, a atmosfera eletrônica de "Throw It All Away" e o soul urbano de "The Pageant of the Bizarre" apresentam particularidades do universo do Zero 7.

Dica de download: "Throw It All Away" ()

#30. The Strokes
(First Impressions of Earth)

Dica de download: "You Only Live Once" ()


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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

TOP 50 de discos de 2006 - # 31-40

#31. Scissor Sisters
(Ta-Dah)

Em seu segundo disco, o Scissor Sisters surpreende com melodias cativantes repletas de elementos do glam rock, funky e o melhor dos anos 70 (incluindo vocais a la Bee Gees). O single "I Don't Feel Like Dancin'" contagia nos sons de laser e palminhas, enquanto que os falsetes são destaques em "Land of a Thousand Words". Sem esquecer de Ana Matronic fazendo um verdadeiro tributo a melhor fase de Debbie Harry (Blondie) na faixa "Kiss You Off".

Dica de download: "I Can´t Decide" ()

#32. The Pipettes
(We Are The Pipettes)

Dica de download: "ABC"


#33. Gotan Project
(Lunático)

Fundir o tango com elementos da música eletrônica ("La Vigüela"), jazz ("Celos"), lounge ("Notas") ou hip-hop é trabalho fácil para este trio argentino. As referências contemporâneas, auxiliadas de acordes envolvidos de sensualidade, mantêm viva a tradição de artistas consagrados como Gardel e Piazzolla.

Dica de download: "Mi Confesión" ()

#34. Muse
(Black Holes and Revelations)

Dica de download: "Take a Bow" ()


#35. Bob Dylan
(Modern Times)

Mesmo você não sendo fã de Dylan, não pode negar sua importância cultural. O cantor é também o produtor de Modern Times, assinando com o pseudônimo de Jack Frost. E ninguém melhor do que ele para saber como conduzir o seu próprio trabalho. São composições estruturadas pelo folk ("When the Deal Goes Down"), jazz ("Spirit on the Water") e rock clássico ("Thunder On The Mountain") guiadas pela voz áspera deste ícone musical.

Dica de download: "Beyond the Horizon" ()

#36. The Killers
(Sam´s Town)

Dica de download: "Read My Mind" ()

#37. Dani Siciliano
(Slappers)

Parceira de longa de Matthew Hebert, Dani Siciliano está mais madura neste segundo trabalho solo. Mescla pop experimental com elementos eletrônicos acompanhados de sua encantadora voz - há momentos em que o vocal remete Róisín Murphy (do Moloko). Trata-se de um álbum de equilíbrio perfeito entre o instropectivo ("Frozen") e o extrovertido ("Didn't Anybody Tell You").

Dica de download: "Didn't Anyone Tell You" ()

#38. The Album Leaf
(Into the Blue Again)

Dica de download: "Always for You" ()


#39. Islands
(Return to the Sea)

Os canadenses do Islands não tiveram a mesmo sorte que algumas bandas de seu país. Fizeram uma estréia morna com este belo álbum. Nick Diamonds é autor de letras irônicas ("Don´t Call me Whitney, Bobby"), enquanto que a percussão fica sob a responsabilidade de Jaime Thompson. O pop psicodélico do duo oferece melodias grudentas ("Rough Gem"), teatrais ("Humans") e estranhezas sonoras ("Ones").

Dica de download: "Rough Gem" ()

#40. Beth Orton
(Comfort of Strangers)

Dica de download: "Worms" ()


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Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

TOP 50 de discos de 2006 - # 41-50

#41. TeddyBears
(Soft Machine)

Os suecos do TeddyBears têm o hábito de se apresentarem com cabeças de ursinhos. Em Soft Machine, são as participações especiais que ganham peso com os nomes de Iggy Pop ("Punkrocker"), Neneh Cherry ("Yours to Keep"), Elephant Man ("Are You Feelin' It"), entre outros. O álbum tem um apelo comercial em seu pop eletrônico de melodias fáceis, tornando-o um trabalho simples e bem estruturado.

Dica de download: "Yours to Keep"

#42. Lily Allen
(Alright Still)

Dica de download: "LDN"


#43. Wolfmother
(Wolfmother)

Não é Black Sabbath. Nem Led Zeppelin ou Deep Purple. O trio australiano do Wolfmother surpreende nas referências que carrega tanto na temática de suas composições como no som alternativo que apresenta.

Dica de download: "Witchraft" ()

#44. Johnny Cash
(American V: A Hundred Highways)

Dica de download: "Like the 309" ()


#45. Belle & Sebastian
(The Life Pursuit)

Com a saída de Isobel Campbell, o grupo parecia não ter futuro certo. Puro engano. Estão inovados por uma energia cativante, saindo da mesmice dos discos anteriores e com novas referências em suas melodias. "White Collar Boy", faixa pop de tom colegial, é algo que parece não ter saído da cabeça dos integrantes do B&S.

Dica de download: "White Collar Boy" ()

#46. Band of Horses
(Everything All the Time)

Dica de download: "The Funeral" ()


#47. John Mayer
(Continuum)

O projeto Try!, com Steve Jordan e Pino Palladino, influenciou o último disco de John Mayer, Continuum. Trata-se de um projeto mais direcionado ao soul, com influências de jazz e blues. Vale destacar a canção "Bold as Love", de Jimi Hendrix.

Dica de download: "I'm Gonna Find Another You" ()

#48. Be Your Own Pet
(Be Your Own Pet)

Dica de download: "Bunk Trunk Skunk" ()

#49. Tap Tap
(Lanzafame)

Pode soar uma reinvenção de Arcade Fire, mas os ingleses do Tap Tap têm qualificações de sobra para sobreviver às comparações. Suas melodias carregam uma qualidade pop nos instrumentos presentes, reinventando-se dentro do próprio trabalho. O grupo aparenta ter um futuro sólido pela frente.

Dica de download: "100,000 Thoughts" (MP3)

#50. Sparklehorse
(Dreamt for Light Years in the Belly of a Mountain)

Dica de download: "Mountains" ()


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Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

10 coisas que quero dizer rápido

# 01. O show da Madonna (Confessions Tour), exibido ontem na HBO, é sensacional. A cena mais polêmica, quando a cantora é colocada sobre uma cruz de espelhos e com uma coroa de espinhos aludindo a crucificação de Cristo, é de arrepiar. Fora que a mulher transforma o ambiente numa verdadeira boate dos anos 70. E a versão roqueira de "Ray of Light" poderia sugerir um novo estilo para um próximo disco, quem sabe...

# 02. Assisti o documentário Earthlings (Terráqueos). Narrado por Joaquim Phoenix, o projeto aborda como a humanidade trata os animais de quem tanto dependem para alimentação, vestuário, entretenimento e experiências científicas. Eu pensava do início ao fim "muito punk" ou "vou virar vegetariano". Como pode o homem ser tão cruel?
Se tiver coragem assista tudo aqui.

# 03. Sobre o Grammy... fiquei surpreso com algumas indicações e outras eram óbvias - como três dos cinco discos do ano. No entanto, uma das categorias mais "justas" é a de Álbum Alternativo. E uma das mais brochantes a de Artista Revelação.

# 04. Dexter, minha atual série favorita e uma das melhores coisas que a TV norte-americana produziu neste ano, está cada vez melhor. A série e seu elenco devem ser indicados para alguns prêmios na próxima edição do Globo de Ouro (indicações no dia 15). Se eu fosse você já ia assistindo... ou se tiver paciência, espere que o canal FX vai começar a exibir ano que vem.

# 05. Mais sobre TV. Estou assistindo Ugly Betty. Sim, a versão gringa da novela "tchicana" Betty - A Feia. Apesar dos chavões, faço das palavras da Fer minhas: "é um Diabo Veste Prada que deu certo". Só assim mesmo para ressuscitar a "atriz" Vanessa Williams.

# 06. Estou enlouquecendo para fazer a minha religiosa lista de 50 melhores discos do ano. 2006 foi um ano tão bom musicalmente.

# 07. O novo disco da Joanna Newsom (Ys) está sendo vendido por 40 contos no site da Peligro. Aproveita antes que acaba. Os caras têm muita coisa boa por preço "justo". Rola até Juana Molina por precinho camarada.

#08. Falando em discos, viu a lista de melhores álbuns do ano da Mojo? The Raconteurs em primeiro. Já as revistas Q e a NME colocam o Arctic Monkeys em primeiro lugar. Ah sim... e a Uncut, querendo manter a classe, colocou Bob Dylan no topo com o seu Modern Times.

#09. A assessoria da Carla Werner está me mandando uma cópia do novo disco dela - Pure Things in Wild Places. Se Departure era brilhante, nem sei o que esperar do novo trabalho dessa australiana que apresenta uma essência de Jeff Buckley no vocal. Aqui dá para ter uma prévia.

#'09.5. Como gosto da música "Take Control", da Amerie (assista ao vídeo). Tem muito "joga cabelo" e dança no novo clipe. Para mim, a cantora é tudo aquilo que a Beyoncé não consegue ser no primeiro disco e tentou ser no segundo (a prova disso está na faixa "Freakum Dress", do disco B-Day).

#10. E por último, eu também quero assistir Dreamgirls, Fast Food Nation, Little Children e Borat como qualquer ser humano.

Trilha do Post:
Carla Werner - "Ghost Road"
Carla Werner - "Edge of Joy"


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Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Segunda-feira começa com...

Carly Simon - The Very Best of


Assistir um filme bobinho como A Agenda Secreta do Meu Namorado é o suficiente para querer tomar uma dose de Carly Simon até o fim da semana. (E pensar, também, inúmeras vezes que Brittany Murphy e Gwen Stefani foram separadas na maternidade).

Trilha do Post:
Carly Simon - "Let the River Run" (clipe)
Carly Simon - "Nobody Does It Better"


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