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| A Camp, Aimee Mann, Alana Davis,
Ani DiFranco, Arcade Fire, Basement Jaxx, Ben Kweller, Beth
Orton, Carina Round, Carla Werner, Casey Dienel, Cerys Matthews,
Coldplay, David Gray, Elliot Smith, Eurythmics, Fiona Apple,
Frou Frou, Garbage, Hole, Imogen Heap, Jeff Buckley, Joanna
Newsom, Jon Brion, Joni Mitchell, Juana Molina, Kanye West,
Kate Bush, Kylie Minogue, Lamb, Leona Ness, Lisa Loeb, Liz
Phair, Martina Topley-Bird, Maxïmo Park, Melissa Auf Der Maur,
M.I.A., Missy Elliott, Natalie Merchant, Nellie McKay, Nikka
Costa, Nina Simone, No Doubt, Norah Jones, Outkast, Paula
Cole, Peaches, Pete Yorn, Radiohead, Regina Spektor, Rufus
Wainwright, Shannon Wright, Shelby Lynne, Sheryl Crow, The
Cardigans, The Killers, The Streets, The White Stripes, Tori
Amos, Yann Tiersen, Yeah Yeah Yeahs, Zero 7, ... e muitas
outras cositas. |
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| A Cor Púrpura, Antes do Amanhecer,
Antes do Pôr-do-Sol, Amadeus, Amores Brutos, As Horas, Boogie
Nights, Brilho Eterno, Caindo na Real, Central do Brasil,
Clube da Luta, Cidadão Kane, Corra Lola Corra, Dançando
no Escuro, Donnie Darko, Ed Wood, Elefante, Embriagado de
Amor, Empire Records, Encontros e Desencontros, E Sua Mãe
Também, Evil Dead, Fantasia, Fargo, Hedwig, História Real,
Janela Indiscreta, Magnólia, O Bebê de Rosemary, O Casamento
de Muriel, O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, O Iluminado,
O Mágico de Oz, O Piano, O Povo Contra Larry Flynt, O Que
Terá Acontecido à Baby Jane?, Os Excêntricos Tenenbaums,
Os Incríveis, Pequena Miss Sunshine, Pi, Psicose, Quanto
Mais Quente Melhor, Quase Famosos, Réquiem Para um Sonho,
Seven, Thelma & Louise, Vertigo... |
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Quarta-feira, Julho 26, 2006
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Do discos obrigatórios para 2006
Casey Dienel - Wind-Up Canary
   
O primeiro semestre do ano já passou e confesso que eu estava na expectativa de um disco que me surpreendesse - como acontece anualmente comigo. Daqueles álbuns que pouca gente ouviu falar e que quando fosse executado simplesmente pensasse: "eram essas canções que eu queria naquele dia em que todas as outras não podiam ajudar".
Casey Dienel - de vinte e um anos - canta, escreve suas composições e toca piano de forma encantadora. Suas melodias buscam estrutura no jazz, folk e rock clássico. A garota, que diz ter crescido escrevendo canções no seu quarto "de portas fechadas para que ninguém as pudessem ouvir", tem influências de Pavement, Joni Mitchell, David Bowie e Cole Porter. Suas músicas tratam de "loucura, bêbados, homens velhos, gatos e cachorros, cowboys (...) e love affairs que deram errados".
Criada em Boston, estudou no conservatório New England. Toca o piano desde os quatro anos e a música foi a forma mais fácil de Dienel fazer amigos, diz a cantora que na adolescência era extremamente tímida.
Wind-Up Canary, seu álbum de estréia, foi gravado em uma casa abandonada, numa fazenda, com a ajuda de alguns amigos do conservatório e um piano emprestado de um hotel local. O resultado não é pop, não é rock, não é jazz, não é folk. Trata-se de um gênero no qual se encontram artistas como: Joanna Newsom, Jolie Holland e Nellie McKay. Após as gravações, guardou o material achando que não iria dar em nada. Até que um amigo de um amigo mandou uma cópia para a gravadora Hush que fez questão de lançar o disco e, finalmente, chegou aos meus ouvidos.
It's funny how when we're whole, we feel hollow
It's funny, I like me best with a broken heart. (*)
A voz de Dienel é doce como a de musas do jazz, citando aqui Billie Holiday. Suas músicas têm o piano como base e letras capazes de descrever seus personagens nos mínimos detalhes, como nos acordes frágeis e eficientes de "Fat Old Man" (uma das minhas favoritas), sobre um amigo da cantora - "chewing aspirin like it's M&Ms". Por sua vez, "Cabin Fever" nos transporta, inicialmente, ao universo melódico de Jon Brion, enquanto que o vocal (de textura jazzística) lembra Fiona Apple sem o tom agressivo. "Frankie and Annette" relata a história de amor entre dois jovens de 16 anos, comparados aos "famosos" criminosos Bonnie & Clyde. E a frase "Frankie said it was fate, Annette said it was love", soa magnífica no desfecho da canção do jovem casal, não saindo da minha cabeça.
A primeira faixa do álbum ("Doctor Monroe") apresenta um piano jazz saltitante como se estivesse sendo executado em um cabaré - assim como "All or Nothing", ao estilo de Nellie McKay, e o refrão sabe pegar seu ouvinte de jeito. "The Coffee Beanery" soa como um musical de teatro, enquanto que o banjo folk pop de "Baby James" desencadeia uma harmonia em uníssono entre o piano e os solos de trompete. A gravação de "Stationary" causa sensação de estarmos num bar dos anos 40, com pouca luz e apenas a voz de Dienel, falando sobre um amor que não sucedeu, e a guitarra sendo iluminadas num pequeno palco.
A utilização de elementos como cordas, sopros e piano - procure pela faixa "Tundra", dão forma e característica ao material. Não há excessos, tudo é muito bem estruturado e as gravações soam naturais - sem aquelas pressões de estúdio. As melodias são simples e complementam-se com a riqueza das composições. Casey é o tipo de artista que chega a ser difícil de descrever. Suas canções são de uma beleza rara, suas harmonias de uma textura pegajosa e "Wind-Up Canary" é agora um dos discos favoritos do ano deste blog.
Dicas de download:
"Cabin Fever" (MP3), "Fat Old Man" ( ) e "Frankie and Annette" (MP3).
Trilha do Post:
O disco de Casey Dienel, Wind-Up Canary
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Sexta-feira, Julho 07, 2006
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07/07/2006
Há um ano, escrevi a seguinte frase aqui:
"...so sure we were on something / your feet are just on the ground..." (*)
Era a primeira vez que iria encontrar pessoalmente (depois de semanas via telefone) alguém que se tornou essencial na minha vida.
Aquele foi um dia ótimo para rir, principalmente das situações que cada um tinha vivido. Surgia ali, uma das coisas mais importantes que o ser humano pode cultivar: a amizade.
Uma tarde, no mínimo, divertida. No estilo Jesse e Celine sem despedidas. Risadas, passeio de ônibus, confissões bobas e chocolate Hershey´s. Alguém que fez com que eu pudesse abrir os olhos e perceber que as coisas já estavam acontecendo em minha volta, sem precisar esperar o alarme soar. E hoje, faz eu dar valor à quem sou, as coisas que conquisto e o mais importante - a essa vida. Naquela tarde, o momento em que estávamos num elevador, mesmo não tendo acontecido nada, é o que mais está nitído na memória.
Em questão de duas semanas, as tardes se repetiam e as coisas se tornavam intensas. Essa é a palavra: intensidade.
Não sei o quê o destino nos guarda. Nunca soube. Com o passar deste um ano, posso afirmar que acontece algo entre essas duas pessoas e os pés, muitas vezes, não se encontram no chão - contrariando o que Tori (de quem tomei a frase acima) diz.
Como no post de julho passado, este é totalmente descartável. Descartável para qualquer um, menos para as duas pessoas que vivem essa história.
Trilha do Post:
Tori Amos - "Silent All These Years"
Tori Amos - "Winter"
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