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| A Camp, Aimee Mann, Alana Davis,
Ani DiFranco, Arcade Fire, Basement Jaxx, Ben Kweller, Beth
Orton, Carina Round, Carla Werner, Casey Dienel, Cerys Matthews,
Coldplay, David Gray, Elliot Smith, Eurythmics, Fiona Apple,
Frou Frou, Garbage, Hole, Imogen Heap, Jeff Buckley, Joanna
Newsom, Jon Brion, Joni Mitchell, Juana Molina, Kanye West,
Kate Bush, Kylie Minogue, Lamb, Leona Ness, Lisa Loeb, Liz
Phair, Martina Topley-Bird, Maxïmo Park, Melissa Auf Der Maur,
M.I.A., Missy Elliott, Natalie Merchant, Nellie McKay, Nikka
Costa, Nina Simone, No Doubt, Norah Jones, Outkast, Paula
Cole, Peaches, Pete Yorn, Radiohead, Regina Spektor, Rufus
Wainwright, Shannon Wright, Shelby Lynne, Sheryl Crow, The
Cardigans, The Killers, The Streets, The White Stripes, Tori
Amos, Yann Tiersen, Yeah Yeah Yeahs, Zero 7, ... e muitas
outras cositas. |
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| A Cor Púrpura, Antes do Amanhecer,
Antes do Pôr-do-Sol, Amadeus, Amores Brutos, As Horas, Boogie
Nights, Brilho Eterno, Caindo na Real, Central do Brasil,
Clube da Luta, Cidadão Kane, Corra Lola Corra, Dançando
no Escuro, Donnie Darko, Ed Wood, Elefante, Embriagado de
Amor, Empire Records, Encontros e Desencontros, E Sua Mãe
Também, Evil Dead, Fantasia, Fargo, Hedwig, História Real,
Janela Indiscreta, Magnólia, O Bebê de Rosemary, O Casamento
de Muriel, O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, O Iluminado,
O Mágico de Oz, O Piano, O Povo Contra Larry Flynt, O Que
Terá Acontecido à Baby Jane?, Os Excêntricos Tenenbaums,
Os Incríveis, Pequena Miss Sunshine, Pi, Psicose, Quanto
Mais Quente Melhor, Quase Famosos, Réquiem Para um Sonho,
Seven, Thelma & Louise, Vertigo... |
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Segunda-feira, Abril 24, 2006
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Falando em discos...
The Dresden Dolls - Yes Virginia
   
Amanda Palmer e Brian Viglione chamam a sua música de "punk cabaret". Ela canta e toca piano com fúria, enquanto ele reproduz o sentimento na percussão e no baixo. Se não for exagero, dizer que o grupo é uma espécie de Ben Folds punk com uma Kate Bush hardcore no comando, seria uma dica.
As canções abordam temas como sexualidade, desilusões e drogas nas melodias de estruturas nada linear e formato teatral. Exemplo disto é "Dirty Business". As disfunções melódicas permitem o duo a aprimorar sua criatividade nas composições - até mesmo em harmonias desesperadoras ("Necessary Evil"), e se reinventarem nas mesmas.
Passando pelo estilo pop ópera de "Sex Changes" ao piano delicado de "The First Orgasm" (rementendo "Icicle", de Tori Amos), o álbum tira a banda do terreno underground alternativo colocando-os numa posição mainstream desta vez.
Yes Virginia é disco para se ouvir em 2006, sendo superior ao seu antecessor.
Dica de download: "Sex Changes" ( ), "Backstabber" ( ) e "Dirty Business" (MP3)
Gotan Project - Lunatico
   
O Gotan Project volta a fundir o tango com elementos da música eletrônica ("La Viguela), jazz ("Celos"), lounge ("Notas") e hip-hop ("Mi Confesion"). Após o lançamento do primeiro álbum (La Revancha del Tango), o trio argentino sucede novamente com a fórmula e procura enraizar os ares argentinos na produção.
O álbum conta com as participações da banda indie Calexico (no folk hermano "Amor Porteno") e a cantora Cristina Villalonga. No entanto, é o rapper argentino Koxmoz que apresenta uma das melhores faixas de Lunatico: a canção "Mi Confesion" reproduz o clima sedutor de Buenos Aires, em formato dançante. O acordeão de "Criminal" rapidamente remete as belas composições de Yann Tiersen, enquanto que "Tango Cancion" nos transporta à era de ouro do rádio. O primeiro single "Diferente", por sua vez, transborda sensualidade e paixão nos acordes, melodias e vocal.
Usufruindo de referências da música contemporânea, o Gotan Project mantêm viva a memória e tradição de Carlos Gardel e Astor Piazzolla.
Dica de download: "Mi Confesion" ( ), "Diferente" ( ) e "Tango Cancion" ( )
Pink - I´m Not Dead
 
I´m Not Dead de Pink é apenas mais um disco da cantora. Pouca coisa mudou na carreira da moça depois do sucesso que foram os singles de seus trabalhos anteriores M!ssundaztood (2001) e Try This (2003). A diferença está no mundo pop, que desta vez apresenta concorrentes como Kelly Clarkson e Ashlee Simpson no caminho.
O primeiro single "Stupid Girls" procura ser um tapa na cara das celebridades hollywodianas. Nem que para isso bulemia, obsessão pelo corpo perfeito, Beyoncé e a fita pornô de Paris Hilton sejam o alvos de piada no vídeo.
Com a ajuda das Indigo Girls canta política na bela "Dear Mr. President" e de seu pai (um ex-veterano do Vietnã) em "I Have Seen The Rain".
Procurando partir a outros estilos, Pink passeia pelo blues em "The One That Got Away", o soul ("Nobody Knows"), o eletro ("Fingers"), canções acústicas e o pop à la Gwen Stefani de "U and Ur Hand". O resultado é satisfatório para um disco pop a ser lançado para agradar o mercado das garotas estúpidas.
Dica de download: "Dear Mr. President" ( ), "Who Knew" ( ) e "The One That Got Away" ( )
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Segunda-feira, Abril 17, 2006
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O Albergue
   
O Albergue é candidato a pior filme do ano. Se fosse para resumí-lo em sessões, dessas que passa(va)m na televisão aberta, seria um perfeito encontro do Cine Privê com o extinto Cine Trash, ambos da Bandeirantes.
No início da película, carregando o nome de Quentin Tarantino nos créditos iniciais como produtor, os hormônios estão à flor da pele. Dois mochileiros norte-americanos viajam à Europa, mais especificamente à Amsterdã, em busca de tudo aquilo que na América (EUA, especificamente) parece ser contido - basta lembrar dos adolescentes virgens de American Pie.
Na tela são exibidas orgias que não excitam, garotas nuas e drogas "à la vontê". Se for preciso pagar por tudo isso, não há problema. Estamos lidando com jovens do país mais rico do mundo. A viagem ganha sentido real quando conhecem um outro mochileiro que lhes fala sobre um albergue "liberal" na Eslováquia. Lá, o clima é de puro prazer, mais sexo (plus grupal) e lindas garotas que enlouquecem com o sotaque dos gringos. Feitoria... é para lá que nossos amigos vão.
Depois de muita nudez feminina, transas que não atingem o orgasmo e álcool é hora do terror - no pior estilo (ou neste caso, melhor... afinal risadas não faltarão) tomar forma. As sequências de morte e tortura são de um tom irônico, sendo as mais absurdas e hilárias possíveis. Os minutos finais são de pura comédia e situações patéticas, como "dedos amputados divinos", um boliche humano com um carro ou uma japonesa de péssima atuação trazendo muita alegria ao público pagante.
A justificativa final de O Albergue soa interessante, mas perde toda e qualquer credibilidade depois de tanta palhaçada. Agora, o único culpado da história passa a ser o proprietário do cinema. Porque ele está rindo à toa com todo o seu dinheiro na mão. E sabe o quê mais? Possivelmente, vai querer passar a continuação deste na sua sala.
O Albergue (Hostel, EUA, 2006)
Direção: Eli Roth
Com: Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Jan Vlasák, Barbara Nedeljáková. 95 min.
Trilha do Post:
O disco Lunatico, do Gotan Project
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