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| A Camp, Aimee Mann, Alana Davis,
Ani DiFranco, Arcade Fire, Basement Jaxx, Ben Kweller, Beth
Orton, Carina Round, Carla Werner, Casey Dienel, Cerys Matthews,
Coldplay, David Gray, Elliot Smith, Eurythmics, Fiona Apple,
Frou Frou, Garbage, Hole, Imogen Heap, Jeff Buckley, Joanna
Newsom, Jon Brion, Joni Mitchell, Juana Molina, Kanye West,
Kate Bush, Kylie Minogue, Lamb, Leona Ness, Lisa Loeb, Liz
Phair, Martina Topley-Bird, Maxïmo Park, Melissa Auf Der Maur,
M.I.A., Missy Elliott, Natalie Merchant, Nellie McKay, Nikka
Costa, Nina Simone, No Doubt, Norah Jones, Outkast, Paula
Cole, Peaches, Pete Yorn, Radiohead, Regina Spektor, Rufus
Wainwright, Shannon Wright, Shelby Lynne, Sheryl Crow, The
Cardigans, The Killers, The Streets, The White Stripes, Tori
Amos, Yann Tiersen, Yeah Yeah Yeahs, Zero 7, ... e muitas
outras cositas. |
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| A Cor Púrpura, Antes do Amanhecer,
Antes do Pôr-do-Sol, Amadeus, Amores Brutos, As Horas, Boogie
Nights, Brilho Eterno, Caindo na Real, Central do Brasil,
Clube da Luta, Cidadão Kane, Corra Lola Corra, Dançando
no Escuro, Donnie Darko, Ed Wood, Elefante, Embriagado de
Amor, Empire Records, Encontros e Desencontros, E Sua Mãe
Também, Evil Dead, Fantasia, Fargo, Hedwig, História Real,
Janela Indiscreta, Magnólia, O Bebê de Rosemary, O Casamento
de Muriel, O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, O Iluminado,
O Mágico de Oz, O Piano, O Povo Contra Larry Flynt, O Que
Terá Acontecido à Baby Jane?, Os Excêntricos Tenenbaums,
Os Incríveis, Pequena Miss Sunshine, Pi, Psicose, Quanto
Mais Quente Melhor, Quase Famosos, Réquiem Para um Sonho,
Seven, Thelma & Louise, Vertigo... |
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Quarta-feira, Março 30, 2005
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Look a like...
- "Tô loca em amor"
Calma. Não é o novo disco solo da Beyonce.
Na verdade, é a única estratégia que os produtores da (pobre - massacrada pela crítica) Mariah Carey encontraram para lançar o seu novo disco - The Emancipation of Mimi, que sai lá fora no dia 12 de abril. Colocar uma Mariah look a like Beyonce Knowles na capa do álbum.
O mais engraçado é a crítica do All Music Guide:
"So, on The Emancipation of Mimi, Mariah frees herself from the constraints of being herself, revealing herself to be - well, somebody that looks startlingly like Beyonce, if the cover art is any indication. Mimi, or at least the sound her emancipation, sounds remarkably like Beyonce, too, working a similar sultry, low-key, polished club groove (...) When she's not sounding like Beyonce, she sounds desperate to be part of the waning bling era...." (+)
Agora fiquei com pena mesmo.
Trilha do Post:
Garbage - "Bad Boyfriend"
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Segunda-feira, Março 28, 2005
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Para falar de música
M.I.A. - Arular
   
Arular é quarenta minutos de pura animação com ritmos divertidos e versos ousados. Uma miscelânea de estilos inspirados no hip hop de Missy Elliott, electro de Miss Kittin, pop multicultural de Nelly Furtado e, não se assuste, no funk carioca ("Bucky Done Gone") - por pouco não podemos dizer que a cantora é a Tati Quebra Barraco do Sri Lanka.
Em toda a excitação do álbum, além da diversão, há uma força política nas composições de M.I.A. (R.G.: Maya Arulpragasam) como acontece em "Fire Fire" ("Grown up, brewin up / Guerilla getting trained up") onde relata a guerra no Sri Lanka, na qual seu pai era militante, durante a sua infância.
O single "Galang" (vídeo) - estourado desde o ano passado na Europa, contribui para a divulgação do disco. "10 $" encontra originalidade no vocal versátil ("Oh-oh oh-oh oh-oh hey hey") e "Sunshowers" (vídeo) em sua percussão tribal.
M.I.A. é uma das melhores revelações do ano. Arular é estranho, virtuoso, sensual e brilhante. Ficar parado passa a ser tarefa impossível. Dance muito, antes que o Rouge apareça com um cover da moça.
Dica de download: "Galang" ( ), "Pull Up the People" ( ) e "Hombre" ( ).
Tori Amos - The Beekeeper
  
Como um bom livro, The Beekeeper não é para ser julgado pela capa - a mais simplória da carreira de Tori Amos. O disco, diferente do anterior Scarlet´s Walk, reúne a carreira da cantora de forma simplificada. Evidências dos trabalhos anteriores estão aqui, principalmente de Boys for Pele e Under the Pink - podendo até ser exagero dizer que a faixa título carrega trejeitos de To Venus and Back. Para uma artista de seu calibre, os anos de carreira contribuiram para que faça do seu jeito o que sabe: cantar, tocar e compor.
A maternidade fez com que Amos se tornasse uma pessoa menos atrevida. Não é possível mais imaginá-la cantando versos como "give me peace, love and a hard cock" ("Professional Widow"). Este, The Beekeeper, encontra bons momentos na participação de Damien Rice ("The Power of Orange Knickers"), no improviso de "Hoochie Woman", na presença da banda em "Mary of the Seas" ou no piano solitário de "Original Sinsuality".
Com belos arranjos orquestrados e dois singles para cair no gosto popular facilmente (a fraca "Sleeps with Butterflies" e a bela "Cars and Guitars", com um bom conceito), a cantora procura se reinventar do jeito que pode.
Dica de download: "The Power of Orange Knicker" ( ), "Marys of the Sea" ( ) e "Hoochie Woman" ( ).
Daft Punk - Human After All
 
Human After All é o novo disco da dupla formada por Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem Christo. Se o trabalho anterior (Discovery) apresentava uma nova concepção eletrônica na carreira do grupo, desta vez nos deparamos com um bando de robôs preguiçosos - a começar pelo looping cansativo de "Make Love". Vale ressaltar que há uma sensação de repetição ao longo do álbum, tornando-o chato, como no primeiro single "Robot Rock". Duas músicas merecem destaque: "Technologic", remetendo a fase de Discovery, e a faixa título.
Está tudo ali: guitarras, vocoder, elementos eletrônicos e sintetizadores; porém este passa a ser o trabalho mais morno da dupla. Tão morno que até nas pistas (afinal, que nunca dançou "One More Time"?) o DJ fará questão de deixar Human After All para ouvir em casa.
Dizem que o disco foi gravado em seis semanas: Percebe-se.
Dica de download: "Steam Machine" ( ), "Human After All" ( ) e "Technologic" ( ).
Novidade: O que é ?
É a nova forma de escutar as músicas que destaco em cada um dos discos. Então fica assim, sempre que aparecer é porque dá para ouvir a canção - pelo menos um trecho. Espero que funcione por algum tempo. Caso contrário... sem música.
Trilha do Post:
Um pouco de cada disco
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Sábado, Março 26, 2005
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It runs in the family...
"I will not pretend I will not put on a smile
I will not say I'm alright for you
For you, whoever you are
For you, whoever you are" (*)
Dizer que Martha Wainwright é filha de gigantes do folk como Kate McGarrigle e Loudon Wainwright III pode parecer interessante. Mas, por incrível que pareça, a mocinha rouba a cena quando diz que é irmã do talentoso Rufus Wainwright.
Neste segundo EP (o da foto acima), Bloody Mother Fucking Asshole - lançado este ano, temos uma musicista conquistando o seu próprio espaço. Independente de quem seja filha ou irmã. O primeiro single "Bloody Mother Fucking Asshole" ("BMFA" - como a versão para o rádio se chama) soa estranho quando se sabe que é dedicado ao seu pai.
Comenta-se que seu estilo é uma espécie de pop-cabaret, no entanto é inevitável dizer que há uma sutil influência folk (da família) em suas faixas. Nada mal para uma garota que diz que sua maior influência são seus cigarros.
Na edição da revista Mojo de janeiro, Norah Jones e Rufus Wainwright listam Martha entre "as melhores coisas que ouvimos neste ano", citando o EP Bloody Mother Fucking Asshole:
"Martha Wainwright é alguém que conheço faz algum tempo, mas nunca havia a escutado até que o fiz recentemente. Bloody Mother Fucking Asshole é maravilhoso. A faixa título é minha favorito do EP. Acho que ela é uma das minhas cantoras favoritas. Apaixonante. Você pode realmente sentir a emoção em sua voz. Ela é também ótima compositora", diz Norah Jones.
Martha Wainwright lança seu primeiro álbum, que carrega o seu nome na capa, em abril. Em breve, volto a falar dela. Enquanto isso, escute: "Bloody Mother Fucking Asshole", "How Soon" e "I Will Internalize" (naquele esquema de sempre: clique com o botão direito do mouse e selecione "salvar destino como...").
Trilha do Post:
(*) Martha Wainwright - "Bloody Mother Fucking Asshole"
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Sexta-feira, Março 25, 2005
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Tim Burton e suas bizarrices
Não é de hoje que Tim Burton é o tipo de diretor que você ama ou odeia. Como vocês devem imaginar, escolhi a primeira opção.
Já ouviu falar do novo projeto do cara? A Fantástica Fábrica de Chocolate? Não... estou falando de Corpse Bride - assista ao excelente trailer aqui.
O diretor conseguiu deixar dois de seus filmes estarem na minha lista de "para assistir no cinema este ano".
Corpse Bride está sendo filmado ao mesmo tempo que a aventura de Willy Wonka, mas parece estar bem quietinho ainda. Trata-se de uma animação em stop-motion na qual o diretor conta com a ajuda de Mike Johnson - os dois já haviam trabalhado em O Estranho Mundo de Jack. O mais bacana é que o roteiro está nas mãos de Caroline Thompson, responsável por Edward Mãos-de-Tesoura.
A história se passa num vilarejo europeu do século XIX. Victor (dublado por Johnny Depp - o ídolo do diretor) está prestes a se casar. Até que certo dia, encontra um graveto no chão e, de brincadeira, coloca a aliança de casamento ali, recitando a cerimônia. Para a sua surpresa, aquilo não era um graveto, e sim um osso (dedo) que despertou uma maldição quando o ritual foi proferido por Victor. A maldição? A mulher do dedo, um cadáver dublado por Helena Bonham Carter (Clube da Luta), ressurge e agora está casada com o moço. Já deu para sentir que o clima é sombrio, bizarro e... de romance - afinal, é Tim Burton.
Pelo trailer nota-se que a animação não perdeu nada em relação a primeira realizada pelo diretor. Outros atores conhecidos que emprestam suas vozes são: Albert Finney (Peixe Grande), Emily Watson (Embriagado de Amor) e Christopher Lee (O Senhor dos Anéis)
Alguém me encontra na fila do cinema lá por setembro?
Trilha do Post:
Rilo Kiley - "Does He Love You"
M.I.A. - "Pull Up the People"
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Quinta-feira, Março 24, 2005
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Guarde o nome ou pelo menos procure conhecê-los
"What happens when you lose everything,
you just start again, you start all over again" (*)
Maxïmo Park traz na bagagem muito rock inglês. Porém, vão acabar se tornando um excelente grupo de indie-pop e repleto de charme. O single "Apply Some Pleasure" tem guitarras pegajosas, percussão marcante e arranjos (teclado) de efeito imediato, acertando em cheio no espírito new wave.
Se você gostou (ano passado) de The Killers e Franz Ferdinand pode começar a procurá-los. Os integrantes do Maxïmo Park são: Paul Smith (vocal), Lukas Wooller (teclados), Tom English (bateria), Archis Tiku (guitarra) e Duncan Lloyd (guitarra).
Assista ao vídeo de "Apply Some Pleasure" aqui e se delicie com a canção.
O disco de estréia do grupo (A Certain Trigger) tem lançamento previsto para o dia 24 de maio.
Quem indica... amigo é.
Trilha do Post:
(*) Maxïmo Park - "Apply Some Pressure"
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Quarta-feira, Março 23, 2005
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The Forgotten Arm
"It takes place in the early Seventies just before the end of the Vietnam War", Aimee Mann falando sobre o disco na Rolling Stone
The Forgotten Arm é o quinto disco da carreira solo de Aimee Mann (mais conhecida pela sua voz na trilha de Magnólia). Segundo a cantora é um trabalho conceitual. As canções ganham forma em suas melodias e funcionam como pequenas estórias - contando como John e Caroline se conheceram, se apaixonaram e partem em viagem pela América. Musicalmente e liricamente, o álbum funciona como uma novela.
Produzido pelo cantor-compositor Joe Henry, The Forgotten Arm foi gravado em cinco dias no verão (norte-americano). Aparenta ser o disco mais rock da cantora até então.
"Joe fez o disco muito rápido e naturalmente", diz Mann. "Ele escolheu os membros da banda muito bem (...) - incluindo o guitarrista de Sheryl Crow, Jeff Trott - "(...) e então fizemos o álbum de forma rápida e simples".
The Forgotten Arm tem lançamento previsto para o dia 3 de maio, mas como sou bonzinho... aqui vai um link com três faixas disponíveis do novo trabalho de Mann. São elas: "Video", "Little Bombs" e "That´s How I Knew This Story Would Break My Heart".
Curiosidade: o disco completo já se encontra na Internet.
Trilha do Post:
Aimee Mann - "Goodbye Caroline"
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