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| A Camp, Aimee Mann, Alana Davis,
Ani DiFranco, Arcade Fire, Basement Jaxx, Ben Kweller, Beth
Orton, Carina Round, Carla Werner, Casey Dienel, Cerys Matthews,
Coldplay, David Gray, Elliot Smith, Eurythmics, Fiona Apple,
Frou Frou, Garbage, Hole, Imogen Heap, Jeff Buckley, Joanna
Newsom, Jon Brion, Joni Mitchell, Juana Molina, Kanye West,
Kate Bush, Kylie Minogue, Lamb, Leona Ness, Lisa Loeb, Liz
Phair, Martina Topley-Bird, Maxïmo Park, Melissa Auf Der Maur,
M.I.A., Missy Elliott, Natalie Merchant, Nellie McKay, Nikka
Costa, Nina Simone, No Doubt, Norah Jones, Outkast, Paula
Cole, Peaches, Pete Yorn, Radiohead, Regina Spektor, Rufus
Wainwright, Shannon Wright, Shelby Lynne, Sheryl Crow, The
Cardigans, The Killers, The Streets, The White Stripes, Tori
Amos, Yann Tiersen, Yeah Yeah Yeahs, Zero 7, ... e muitas
outras cositas. |
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| A Cor Púrpura, Antes do Amanhecer,
Antes do Pôr-do-Sol, Amadeus, Amores Brutos, As Horas, Boogie
Nights, Brilho Eterno, Caindo na Real, Central do Brasil,
Clube da Luta, Cidadão Kane, Corra Lola Corra, Dançando
no Escuro, Donnie Darko, Ed Wood, Elefante, Embriagado de
Amor, Empire Records, Encontros e Desencontros, E Sua Mãe
Também, Evil Dead, Fantasia, Fargo, Hedwig, História Real,
Janela Indiscreta, Magnólia, O Bebê de Rosemary, O Casamento
de Muriel, O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, O Iluminado,
O Mágico de Oz, O Piano, O Povo Contra Larry Flynt, O Que
Terá Acontecido à Baby Jane?, Os Excêntricos Tenenbaums,
Os Incríveis, Pequena Miss Sunshine, Pi, Psicose, Quanto
Mais Quente Melhor, Quase Famosos, Réquiem Para um Sonho,
Seven, Thelma & Louise, Vertigo... |
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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
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E o Oscar foi para... a surpresa
Menina de Ouro provou que não é necessário ser líder nas indicações para ganhar o prêmio principal da noite - o de Melhor Filme.
O trabalho delicado de Eastwood era o meu favorito ao lado de Sideways, mas achei que não teria chances de ganhar da mega produção O Aviador, de Martin Scorsese. Um prêmio merecido.
De resto... foi tudo muito previsível. Gostei muito da música de Diários de Motocicleta (minha favorita, numa interpretação horrível de Antonio Banderas) levar o prêmio.
Ah... e obrigado aos que torceram pela Halle Berry! Ela ganhou! Aliás, ela fez uma aparição surpresa para receber o seu prêmio de pior atriz na cerimônia do Framboesa de Ouro. "Era tudo o que eu precisava na minha carreira - eu estava no topo, agora estou no fundo", disse Berry.
Mulher Gato também conquistou os Razzies de pior filme, direção e roteiro.
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Momentos...
- Nós sempre lemos o the.way.things.are... até mesmo quando estávamos filmando Before Sunset.
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Extraordinary Machine, o novo disco de Fiona Apple, ainda é um sonho. Pronto desde maio de 2003, o projeto vem sendo adiado por não ser classificado comercial o suficiente pelos executivos da Sony.
Porém, mais três músicas do álbum vazaram: "Not about love" (minha favorita das três), "Use to love" e "Get him back". Divirtam-se.
Trilha do Post:
Fiona Apple - "Not about love"
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Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
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O Amigo Oculto
   
O Amigo Oculto é um dos filmes mais cretinos dos últimos tempos. Não tem nada, mas nada de original. O próprio estúdio sabia que seria um fracasso e resolveu apostar na famosa jogada de marketing; divulgou, antes do lançamento, que as pessoas iriam comentar o final durante anos. Ahahaha... me faça rir. Apenas não conto o nome do filme que tem um desfecho parecidíssimo para não estragar a semana de ninguém.
Dakota Fanning (Lição de Amor) é tão gracinha, até mesmo de cabelos escuros, que quase não consegue criar uma atmosfera de terror. Sua atuação é tão fraca (espero que ela não siga os passos de Linda Blair) que a impressão é que a sua personagem gostaria de dizer o tempo inteiro: "I see dead people" à la o menino de O Sexto Sentido. Graças a Deus, os roteiristas tiveram um pingo de bom senso e deixaram a fala de fora.
David Callaway (De Niro) é um médico que fica viúvo, nos primeiros minutos do filme, após o suícidio de sua esposa (Amy Irving). Acredita que o melhor a fazer é mudar-se com a sua filha para um lugar mais calmo, fugindo da loucura da cidade. Na nova casa, a menina cria um amigo imaginário: o tal do "Charlie" - que deixa mensagens subliminares no banheiro e adora brincar de esconde-esconde (hide and seek) com a garotinha.
Os clichês estão todos lá: a nova "namoradinha" de De Niro (Elizabeth Shue), o xerife local (Dylan Baker), o vizinho esquisito e a psicóloga de Emily (a linda, Famke Janssen) sempre pronta para desvendar os seus segredos. Com o andamento (lento) do filme, Charlie mostra-se cada vez mais vingativo e passa a ser uma ameaça à família.
Agora me diz o que Robert De Niro e Famke Janssen (X-Men), dois atores talentosos e que devem receber propostas melhores do que esta, estão fazendo aqui? Eles não assistiram "****** *******"? Já Elisabeth Shue e Amy (hei, este não é um filme de Bruno Barreto) Irving nem precisam se justificar - afinal, não fazem nada de interessante há muito tempo.
Ah, e adivinhem? Se você acha que os clichês pararam na metade do filme, o mais bacana fica para o final - nas reviravotas, revelações, "correrias" e gritos que ganham tom de humor. O Amigo Oculto cumpre muito menos do que promete. E a expectativa era tanta, que seu final até prevê uma continuação. Tenha medo.
O Amigo Oculto (Hide and Seek, EUA, 2004)
Direção: John Polson
Com: Robert De Niro, Dakota Fanning, Famke Janssen, Elisabeth Shue, Amy Irving, Dylan Baker. 109 min.
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# 01. Se alguém quiser saber o nome do filme que assisti e é tem um desfecho igual a este, escreva-me e-mail.
# 02. Todo mundo cruzando os dedos pela Halle Berry!
# 03. Amanhã coloco a lista com as apostas para o Oscar. Ainda estou em dúvida se coloco Scorsese ou Eastwood com o prêmio de diretor.
Trilha do Post:
Stereo Total, o disco Do the Bambi
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Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
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Mar Adentro
   
Mar Adentro, novo filme do diretor Alejandro Amenábar (Os Outros), tem como base o livro Cartas Desde El Infierno (compare no link) e apresenta a história real de Ramón Sampredo (Javier Bardem) - um homem tetraplégico, que diz ser "uma cabeça viva dentro de um corpo morto", lutando pelo seu direito de morrer.
As visões do tema são expressadas através de seus personagens. Temos a advogada que luta pela causa (Belén Rueda), uma operária (Lola Dueñas, excelente) que acredita que a vida é sagrada ou a negação/apoio da família - que é responsável por Ramón. Grande parte do filme se passa em lugares fechados (muitos dentro de casa), mas é a atuação de Bardem (que já havia interpretado Reinaldo Arenas, em Antes do Anoitecer, brilhantemente) que sustenta de forma extraordinária o longa; provando que o Oscar é injusto "prá car*****" - poderiam muito bem ter deixado Leonardo DiCaprio de fora da lista e ter dado a vaga ao espanhol.
Mesmo tratando de um tema tão delicado, a eutanásia, Mar Adentro oferece muita vida ao seu personagem principal e aos coadjuvantes.
"Concentre-se na sua respiração, ajudando o seu corpo a relaxar ...a sentir-se em paz. Não tente mudá-la. Deixe apenas que vá e volte. Ir e voltar .... A sensação de paz é infinita..." - este é o texto apresentado na abertura em off. Provoca (e submete) o seu espectador a sentir em duas horas, o que Ramón Sampredo viveu por trinta anos. Pegue seu lenço e prepare-se.
Mar Adentro (Espanha, 2004)
Direção: Alejandro Amenábar
Com: Javier Bardem, Belén Rueda, Lola Dueñas, Mabel Rivera, Celso Bugallo. 125 min.
Trilha do Post:
Emiliana Torrini, o disco Fisherman´s Woman
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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
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O Aviador
   
A crítica não cansou de comparar o longa de Martin Scorsese com Cidadão Kane. Ao invés de William Randolph Heasrt, deparamo-nos com uma versão romântica e impulsiva de Howard Hughes. O filme de Scorsese é bem feito, sua produção e roteiro são dignos de Oscar - afinal, os bastidores e nomes clássicos do cinema como Jean Harlow (Gwen Stefani - eu precisava falar nela), Errol Flynn (Jude Law), Ava Gardner (Kate Beckinsale), Spencer Tracy e outros estão lá.
O Aviador já começa engatilhado, após uma curta cena de abertura, na super-produção cinematográfica Hell´s Angels (uma espécie de Titanic daquela época). Há uma preocupação de limitar-se a história em apenas uma fase da vida do milionário/diretor/aviador... - de 1920 poucos até meado dos anos 40. As aventuras com os aviões, batalhas com a Pan Am, os affairs são bem explorados; mas é o nome de Hughes e sua essência na história de Hollywood que o público encontra grande identificação.
São quase três horas que passam voando (para alguns) sem que se perceba e um dos fatores que contribuem a isto é a ótima Katherine Hepburn criada por Cate Blanchett - que passou a ser minha coadjuvante favorita. Quanto a Leonardo DiCaprio, o ator mostrou-se maduro para o papel - no início, ainda parece meio xoxo, mas vai construindo muito bem seu personagem; principalmente quando os transtornos psicológicos (como é bom ter um irmão que entende do assunto) começam a ganhar proporções preocupantes.
É tudo muito bem feito: os cenários (muito bem explorados pelo diretor), as atuações e até mesmo a trilha sonora - vale também destacar, a bela sequência do acidente que quase tirou a vida de Hughes.
É um épico que resgata uma fase de glamour hollywodiano diferente do atual. Ao menos, consegue superar (e muito) o chato Gangues de Nova York (ok,... já sei que, no mínimo dois, vão querer meu pescoço).
No entanto, O Aviador não conseguiu me emocionar como Menina de Ouro e Sideways fizeram.
O Aviador (The Aviator, EUA, 2004)
Direção: Martin Scorsese
Com: Leonardo DiCaprio, Alan Alda, Cate Blanchett, Alec Baldwin, Kate Beckinsale, John C. Reilly. 170 min.
Trilha do Post:
Fiona Apple, o disco When the Pawn....
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Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
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Em Busca da Terra do Nunca
   
Em toda a cerimônia do Oscar, o que nunca pode faltar é o famoso filme azarão. Este ano quem leva o título é o fofinho Em Busca da Terra do Nunca. O diretor Marc Forster (A Última Ceia) concentra-se na vida pessoal do escritor J.M. Barrie e suas influências para o que viria a ser a sua peça mais famosa: Peter Pan - mais conhecida do que seu próprio autor. De onde vieram suas idéias? O Capitão Gancho? Meninos que voam e se negam a crescer? E como a vida pessoal do autor passa a estar inserida na obra?
Os problemas conjugais fazem com que Barrie (Johnny Depp, que depois de Nicole Kidman passa a ser o mais novo queridinho da Academia) comece a sofrer na criação de sua nova peça - já que sua última foi um total fracasso de crítica. Porém, em uma de suas caminhas pelo parque, encontra a inspiração em uma mãe viúva (Kate Winslet, cadê a indicação ao Oscar de coadjuvante?) e seus quatros filhos. A amizade entre todos logo começa a causar problemas na sociedade conservadora, principalmente nos comentários ácidos da avó das crianças - a atriz Julie Christie. Outro grande nome que chama a atenção é o de Dustin Hoffman, que garante bons momentos, como o produtor teatral.
No entanto, a química parece funcionar harmoniosamente entre Johnny Depp e Freedie Highmore - o menino rouba o final do filme com um texto rico e sensível, porém inadequado para um garoto de sua idade. Em Busca da Terra do Nunca conquista o seu espectador com um sentimentalismo fácil, colocando crianças no papel de adultos e vice-versa.
Agora resta esperar e ver o que a dupla (Depp - Highmore) pode fazer por Tim Burton em sua versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate.
Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, EUA/UK, 2004)
Direção: Marc Forster
Com: Johnny Depp, Kate Winslet, Julie Christie, Dustin Hoffman, Freddie Highmore. 109 min.
Trilha do Post:
Bettie Serveert, o disco Attagirl
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