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| A Camp, Aimee Mann, Alana Davis,
Ani DiFranco, Arcade Fire, Basement Jaxx, Ben Kweller, Beth
Orton, Carina Round, Carla Werner, Casey Dienel, Cerys Matthews,
Coldplay, David Gray, Elliot Smith, Eurythmics, Fiona Apple,
Frou Frou, Garbage, Hole, Imogen Heap, Jeff Buckley, Joanna
Newsom, Jon Brion, Joni Mitchell, Juana Molina, Kanye West,
Kate Bush, Kylie Minogue, Lamb, Leona Ness, Lisa Loeb, Liz
Phair, Martina Topley-Bird, Maxïmo Park, Melissa Auf Der Maur,
M.I.A., Missy Elliott, Natalie Merchant, Nellie McKay, Nikka
Costa, Nina Simone, No Doubt, Norah Jones, Outkast, Paula
Cole, Peaches, Pete Yorn, Radiohead, Regina Spektor, Rufus
Wainwright, Shannon Wright, Shelby Lynne, Sheryl Crow, The
Cardigans, The Killers, The Streets, The White Stripes, Tori
Amos, Yann Tiersen, Yeah Yeah Yeahs, Zero 7, ... e muitas
outras cositas. |
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| A Cor Púrpura, Antes do Amanhecer,
Antes do Pôr-do-Sol, Amadeus, Amores Brutos, As Horas, Boogie
Nights, Brilho Eterno, Caindo na Real, Central do Brasil,
Clube da Luta, Cidadão Kane, Corra Lola Corra, Dançando
no Escuro, Donnie Darko, Ed Wood, Elefante, Embriagado de
Amor, Empire Records, Encontros e Desencontros, E Sua Mãe
Também, Evil Dead, Fantasia, Fargo, Hedwig, História Real,
Janela Indiscreta, Magnólia, O Bebê de Rosemary, O Casamento
de Muriel, O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, O Iluminado,
O Mágico de Oz, O Piano, O Povo Contra Larry Flynt, O Que
Terá Acontecido à Baby Jane?, Os Excêntricos Tenenbaums,
Os Incríveis, Pequena Miss Sunshine, Pi, Psicose, Quanto
Mais Quente Melhor, Quase Famosos, Réquiem Para um Sonho,
Seven, Thelma & Louise, Vertigo... |
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2003
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TOP 15 Filmes de 2003:
#01. O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
the.way.things.are escolhe este como o melhor filme de 2003. O Retorno do Rei (talvez, o melhor dos três filmes) fecha de forma magnífica o projeto - arriscado - de Peter Jackson. Aqui, as batalhas são filmadas e produzidas digitalmente no maior cuidado; isso também pode ser dito em relação aos cenários, atuações e a fotografia. Após mais de três horas, a sensação é de que elas passam voando devido ao envolvimento do espectador, seja quando Aragorn é declarado herdeiro, Frodo se aproxima do vulcão de Mordor ou nas próprias cenas de batalha. Jackson prova que é possível fazer trilogias sem perder a qualidade em cada episódio, diferente dos irmãos Wachowski.
#02. Longe do Paraíso
Cathy Whitaker (Julianne Moore em uma atuação belíssima), uma dona de casa dos anos 50, serve de exemplo para a sociedade em que vive, fazendo de seu nome sinônimo de perfeição. O que poucos sabem é que por trás daquela vida cheia de alegria, sorrisos, um casamento bem sucedido e filhos adoráveis, há uma mulher infeliz. A impressão é que durante todo o longa, mesmo esbanjando uma felicidade que não existe, a personagem de Moore chora por dentro o tempo inteiro. Acho que nunca me senti tão mal numa sessão de cinema, como na deste filme.
#03. Embriagado de Amor
Adam Sandler acertou ao escolher o papel de Barry Egan. Ele é dono de seu próprio negócio e toda a sua vida foi subestimado pelas suas sete irmãs. Porém, seu modo de viver muda repentinamente quando ele descobre o amor através da personagem de Emily Watson. Embriagado de Amor, nada mais é que uma celebração ao tema, provando que ele tem poder de mudar as pessoas - e quem que não sabia disso? Talvez aqueles que nunca amaram.
#04. O Homem Que Copiava
André (Lázaro Ramos) é um operador de fotocopiadora em uma papelaria da Capital gaúcha. Um dos seus passatempos, além de desenhar quadrinhos, é observar a vida de seus vizinhos. É assim, que acaba conhecendo Sílvia (Leandra Leal). Para se aproximar da garota, ele a segue até a loja de roupas onde essa trabalha e começa uma conversa com a falsa intenção de comprar um chambre (roupão) de presente para a sua mãe - o problema é que não tem dinheiro. É com a chegada de uma máquina de xerox colorida, na papelaria onde trabalha, que André encontra a solução: falsificar notas de 50 reais. Prova viva de que o cinema nacional (e gaúcho) ainda tem muito para apresentar.
#05. Procurando Nemo
Uma coisa que os estúdios da Pixar sabem fazer (e muito bem) são ótimas animações. E Procurando Nemo já é sério (e favorito) candidato ao Oscar na categoria. A aventura do peixe-palhaço-"pai" que após ter seu filho "sequestrado" por um mergulhador e decide percorrer o oceano atrás do pequeno na parceria da peixe ("esquecida") Dory, prova que a parceria Disney/Pixar cada vez oferece mais qualidade aos seus espectadores - grandes e pequenos.
#06. As Horas
Três histórias. Três mulheres. Três vidas. Todas têm em comum o romance de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway, em épocas diferentes. Primeiro temos a própria escritora em processo de criação do livro. Em seguida, Laura Brown, uma dona de casa dos anos 50 que prepara uma festa para o seu marido, mas não consegue parar de ler o romance de Woolf. E Clarrisa Vaughn que é apelidada de Mrs. Dalloway pelo amigo e ex-namorado que está morrendo. Com um bom roteiro em mãos e um elenco de primeira, o resultado só poderia ser positivo.
#07. A Viagem de Chihiro
Uma mistura de mangá com Alice no País das Maravilhas. Chihiro é uma menina de dez anos que está se mudando de cidade com os seus pais. Neste dia, acabam se perdendo no caminho e se deparam em uma cidade abandonada. Os pais da garota procuram um lugar para comer, encontram comida de graça e fazem uma bela refeição enquanto a pequena explora o local. Na cidade encontra Haku, um garoto que diz para eles sairem do local imediatamente, porém quando ela encontra com os seus pais, ambos se transformaram em porcos e aí a aventura começa. Não é à toa que o filme chama a atenção. Tanto pela história (que é para adultos e crianças) quanto na sua bela animação.
#08. O Pianista
A música salva e a biografia do pianista Wladyslaw Szpilman (interpretado de forma sublime por Adrien Brody) é a história de um sobrevivente. O filme mostra as primeiras bombas que caíram em Varsórvia (quando esse ainda tocava em rádios locais), as restrições impostas pelos alemães aos judeus poloneses, a ida dos judeus para aos guetos, campos de concentração até o final da invasão alemã. Sempre dando enfoque as formas de sobrevivência encontradas por Wladyslaw, obrigado a se refugiar em velhos prédios abandonados da cidade até que a guerra chegasse ao seu fim.
#09. Dolls
O filme de Takeshi Kitano tem como tema central as histórias clássicas do teatro de bonecos japonês. Todas são sobre o amor e suas diferentes formas. A história central é a de um casal que vaga pelas ruas e jardins amarrados por uma corda. Depois temos um guarda de trânsito e seu amor de fã por uma cantora. E também a de uma senhora que todos os dias vai a uma praça levar o almoço para um antigo amor que prometeu aparecer. Além das histórias, o filme tem uma das fotografias mais lindas vistas ultimamente no cinema. Impossível não querer fazer um passeio entre as cerejeiras.
#10. As Confissões de Schmidt
Após a morte de sua esposa e o início de sua aposentadoria, Warren Schmidt (Jack Nicholson, em um dos primeiros filmes que trazem um tema relativo a idade do ator) parte em uma viagem num trailer motorizado para o casamento de sua filha. A partir disso, tenta encontrar um sentido para a sua vida - e o mais importante: ocupar os seus dias. O filme todo ganha um tom de narrativa, a partir do momento em que Warren começa a dividir relatos, através de cartas, de sua jornada com um inesperado "amigo": um garoto da Tanzânia o qual ele patrocina.
#11. Adaptação
Odiado por uns e adorado por outros - faço parte do segundo grupo. Adaptação é a história de Charlie Kauffman (Nicolas Cage) que tem a tarefa de adaptar o livro de Susan Orlean (Meryl Streep) sobre a vida do ladrão de orquídeas John Laroche (Chris Cooper, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante). O interessante aqui é como Kauffman começa a adaptar a obra e acaba inserindo-se no próprio roteiro, dando a incerteza ao espectador do que é filme, realidade, criação, roteiro e ficção.
#12. Sobre Meninos e Lobos
Quando eram crianças, as vidas de Jimmy Markum, Dave Boyle e Sean Devine muda após um deles (Dave) ser levado por um falso policial e ficar alguns dias desaparecido. Vinte cinco anos depois, a filha de Jimmy é assassinada e para que o real culpado do crime seja encontrado, algumas lembranças do passado terão que ser resgatadas. Clint Eastwood apresenta um bom filme, com uma boa trama e atuações de Sean Penn e Marcia Gay Harden dignas de reconhecimento.
#13. Tiros em Columbine
Ganhador do prêmio de Melhor Documentário no Oscar, Michael Moore (adorado e odiado no seu país) questiona o fascínio dos americanos por armas de fogo a partir do Colégio Columbine, local onde dois adolescentes pegaram as armas dos pais e mataram quatorze estudantes e um professor no refeitório. Além disso, Moore ainda faz uma visita (no mínimo interessante) ao presidente da Associação Americana do Rifle, o ator Charlton Heston - que é colocado numa saia justa pelo diretor.
#14. Chicago
Chicago veio beber na fonte de Moulin Rouge e o resultado é um bom musical. Aqui, não temos Satine, mas há Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones), uma famosa dançarina que é também a principal atração da boate onde trabalha. Já, Roxie (Renée Zellweger) é uma garota comum, aspirante a cantora, que sonha com um mundo de Velma. Ambas vão parar na cadeia, por crimes que comenteram e lá começam a brigar por publicidade nos jornais da Chicago dos anos 30.
#15. Extermínio
Quando um grupo de ativistas decide invadir um laboratório e libertar macacos que eram usados em experiências, não sabiam que um vírus acompanhava esses animais. Vinte oito dias após o acontecimento, Jim (Cillian Murphy) desperta sozinho em um hospital e fica confuso com a ausência de pessoas no lugar e nas ruas. Logo, encontra seres que não foram infectados e que lutam pela sobrevivência, assim como ele. Filmado todo em câmera digital e com a maioria das cenas feitas minutos antes do amanhecer, causando a idéia de total vazio na cidade, Extermínio é a volta de Danny Boyle às telas.
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Repeat... repeat... repeat:
Quando foi a última vez que você deixou uma música eternamente no repeat?
E você escuta ela durante a manhã,... tarde... noite e o sentimento continua sendo o mesmo. É como se você ligasse o som e se despreendesse de tudo mais ao seu redor.
Ela te faz ter vontade de ficar calado para sempre, não querer se comunicar com ninguém, descobrir cada novo acorde, fazer a diferença na vida das pessoas, continuar tentando, seguir com as decisões que toma. Mas, no final - antes dela começar novamente, você nunca sabe se é capaz de tudo isso.
"You don't need my help anymore,
It's all now to you, there ain't no before,
Now that you're big enough to run your own show,
You're just somebody that I used to know" (*)
Trilha do Post:
Elliott Smith - "Somebody That I Used to Know (*)
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