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| A Camp, Aimee Mann, Alana Davis,
Ani DiFranco, Arcade Fire, Basement Jaxx, Ben Kweller, Beth
Orton, Carina Round, Carla Werner, Casey Dienel, Cerys Matthews,
Coldplay, David Gray, Elliot Smith, Eurythmics, Fiona Apple,
Frou Frou, Garbage, Hole, Imogen Heap, Jeff Buckley, Joanna
Newsom, Jon Brion, Joni Mitchell, Juana Molina, Kanye West,
Kate Bush, Kylie Minogue, Lamb, Leona Ness, Lisa Loeb, Liz
Phair, Martina Topley-Bird, Maxïmo Park, Melissa Auf Der Maur,
M.I.A., Missy Elliott, Natalie Merchant, Nellie McKay, Nikka
Costa, Nina Simone, No Doubt, Norah Jones, Outkast, Paula
Cole, Peaches, Pete Yorn, Radiohead, Regina Spektor, Rufus
Wainwright, Shannon Wright, Shelby Lynne, Sheryl Crow, The
Cardigans, The Killers, The Streets, The White Stripes, Tori
Amos, Yann Tiersen, Yeah Yeah Yeahs, Zero 7, ... e muitas
outras cositas. |
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| A Cor Púrpura, Antes do Amanhecer,
Antes do Pôr-do-Sol, Amadeus, Amores Brutos, As Horas, Boogie
Nights, Brilho Eterno, Caindo na Real, Central do Brasil,
Clube da Luta, Cidadão Kane, Corra Lola Corra, Dançando
no Escuro, Donnie Darko, Ed Wood, Elefante, Embriagado de
Amor, Empire Records, Encontros e Desencontros, E Sua Mãe
Também, Evil Dead, Fantasia, Fargo, Hedwig, História Real,
Janela Indiscreta, Magnólia, O Bebê de Rosemary, O Casamento
de Muriel, O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain, O Iluminado,
O Mágico de Oz, O Piano, O Povo Contra Larry Flynt, O Que
Terá Acontecido à Baby Jane?, Os Excêntricos Tenenbaums,
Os Incríveis, Pequena Miss Sunshine, Pi, Psicose, Quanto
Mais Quente Melhor, Quase Famosos, Réquiem Para um Sonho,
Seven, Thelma & Louise, Vertigo... |
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Segunda-feira, Dezembro 29, 2003
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TOP 15 Filmes de 2003:
#01. O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
the.way.things.are escolhe este como o melhor filme de 2003. O Retorno do Rei (talvez, o melhor dos três filmes) fecha de forma magnífica o projeto - arriscado - de Peter Jackson. Aqui, as batalhas são filmadas e produzidas digitalmente no maior cuidado; isso também pode ser dito em relação aos cenários, atuações e a fotografia. Após mais de três horas, a sensação é de que elas passam voando devido ao envolvimento do espectador, seja quando Aragorn é declarado herdeiro, Frodo se aproxima do vulcão de Mordor ou nas próprias cenas de batalha. Jackson prova que é possível fazer trilogias sem perder a qualidade em cada episódio, diferente dos irmãos Wachowski.
#02. Longe do Paraíso
Cathy Whitaker (Julianne Moore em uma atuação belíssima), uma dona de casa dos anos 50, serve de exemplo para a sociedade em que vive, fazendo de seu nome sinônimo de perfeição. O que poucos sabem é que por trás daquela vida cheia de alegria, sorrisos, um casamento bem sucedido e filhos adoráveis, há uma mulher infeliz. A impressão é que durante todo o longa, mesmo esbanjando uma felicidade que não existe, a personagem de Moore chora por dentro o tempo inteiro. Acho que nunca me senti tão mal numa sessão de cinema, como na deste filme.
#03. Embriagado de Amor
Adam Sandler acertou ao escolher o papel de Barry Egan. Ele é dono de seu próprio negócio e toda a sua vida foi subestimado pelas suas sete irmãs. Porém, seu modo de viver muda repentinamente quando ele descobre o amor através da personagem de Emily Watson. Embriagado de Amor, nada mais é que uma celebração ao tema, provando que ele tem poder de mudar as pessoas - e quem que não sabia disso? Talvez aqueles que nunca amaram.
#04. O Homem Que Copiava
André (Lázaro Ramos) é um operador de fotocopiadora em uma papelaria da Capital gaúcha. Um dos seus passatempos, além de desenhar quadrinhos, é observar a vida de seus vizinhos. É assim, que acaba conhecendo Sílvia (Leandra Leal). Para se aproximar da garota, ele a segue até a loja de roupas onde essa trabalha e começa uma conversa com a falsa intenção de comprar um chambre (roupão) de presente para a sua mãe - o problema é que não tem dinheiro. É com a chegada de uma máquina de xerox colorida, na papelaria onde trabalha, que André encontra a solução: falsificar notas de 50 reais. Prova viva de que o cinema nacional (e gaúcho) ainda tem muito para apresentar.
#05. Procurando Nemo
Uma coisa que os estúdios da Pixar sabem fazer (e muito bem) são ótimas animações. E Procurando Nemo já é sério (e favorito) candidato ao Oscar na categoria. A aventura do peixe-palhaço-"pai" que após ter seu filho "sequestrado" por um mergulhador e decide percorrer o oceano atrás do pequeno na parceria da peixe ("esquecida") Dory, prova que a parceria Disney/Pixar cada vez oferece mais qualidade aos seus espectadores - grandes e pequenos.
#06. As Horas
Três histórias. Três mulheres. Três vidas. Todas têm em comum o romance de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway, em épocas diferentes. Primeiro temos a própria escritora em processo de criação do livro. Em seguida, Laura Brown, uma dona de casa dos anos 50 que prepara uma festa para o seu marido, mas não consegue parar de ler o romance de Woolf. E Clarrisa Vaughn que é apelidada de Mrs. Dalloway pelo amigo e ex-namorado que está morrendo. Com um bom roteiro em mãos e um elenco de primeira, o resultado só poderia ser positivo.
#07. A Viagem de Chihiro
Uma mistura de mangá com Alice no País das Maravilhas. Chihiro é uma menina de dez anos que está se mudando de cidade com os seus pais. Neste dia, acabam se perdendo no caminho e se deparam em uma cidade abandonada. Os pais da garota procuram um lugar para comer, encontram comida de graça e fazem uma bela refeição enquanto a pequena explora o local. Na cidade encontra Haku, um garoto que diz para eles sairem do local imediatamente, porém quando ela encontra com os seus pais, ambos se transformaram em porcos e aí a aventura começa. Não é à toa que o filme chama a atenção. Tanto pela história (que é para adultos e crianças) quanto na sua bela animação.
#08. O Pianista
A música salva e a biografia do pianista Wladyslaw Szpilman (interpretado de forma sublime por Adrien Brody) é a história de um sobrevivente. O filme mostra as primeiras bombas que caíram em Varsórvia (quando esse ainda tocava em rádios locais), as restrições impostas pelos alemães aos judeus poloneses, a ida dos judeus para aos guetos, campos de concentração até o final da invasão alemã. Sempre dando enfoque as formas de sobrevivência encontradas por Wladyslaw, obrigado a se refugiar em velhos prédios abandonados da cidade até que a guerra chegasse ao seu fim.
#09. Dolls
O filme de Takeshi Kitano tem como tema central as histórias clássicas do teatro de bonecos japonês. Todas são sobre o amor e suas diferentes formas. A história central é a de um casal que vaga pelas ruas e jardins amarrados por uma corda. Depois temos um guarda de trânsito e seu amor de fã por uma cantora. E também a de uma senhora que todos os dias vai a uma praça levar o almoço para um antigo amor que prometeu aparecer. Além das histórias, o filme tem uma das fotografias mais lindas vistas ultimamente no cinema. Impossível não querer fazer um passeio entre as cerejeiras.
#10. As Confissões de Schmidt
Após a morte de sua esposa e o início de sua aposentadoria, Warren Schmidt (Jack Nicholson, em um dos primeiros filmes que trazem um tema relativo a idade do ator) parte em uma viagem num trailer motorizado para o casamento de sua filha. A partir disso, tenta encontrar um sentido para a sua vida - e o mais importante: ocupar os seus dias. O filme todo ganha um tom de narrativa, a partir do momento em que Warren começa a dividir relatos, através de cartas, de sua jornada com um inesperado "amigo": um garoto da Tanzânia o qual ele patrocina.
#11. Adaptação
Odiado por uns e adorado por outros - faço parte do segundo grupo. Adaptação é a história de Charlie Kauffman (Nicolas Cage) que tem a tarefa de adaptar o livro de Susan Orlean (Meryl Streep) sobre a vida do ladrão de orquídeas John Laroche (Chris Cooper, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante). O interessante aqui é como Kauffman começa a adaptar a obra e acaba inserindo-se no próprio roteiro, dando a incerteza ao espectador do que é filme, realidade, criação, roteiro e ficção.
#12. Sobre Meninos e Lobos
Quando eram crianças, as vidas de Jimmy Markum, Dave Boyle e Sean Devine muda após um deles (Dave) ser levado por um falso policial e ficar alguns dias desaparecido. Vinte cinco anos depois, a filha de Jimmy é assassinada e para que o real culpado do crime seja encontrado, algumas lembranças do passado terão que ser resgatadas. Clint Eastwood apresenta um bom filme, com uma boa trama e atuações de Sean Penn e Marcia Gay Harden dignas de reconhecimento.
#13. Tiros em Columbine
Ganhador do prêmio de Melhor Documentário no Oscar, Michael Moore (adorado e odiado no seu país) questiona o fascínio dos americanos por armas de fogo a partir do Colégio Columbine, local onde dois adolescentes pegaram as armas dos pais e mataram quatorze estudantes e um professor no refeitório. Além disso, Moore ainda faz uma visita (no mínimo interessante) ao presidente da Associação Americana do Rifle, o ator Charlton Heston - que é colocado numa saia justa pelo diretor.
#14. Chicago
Chicago veio beber na fonte de Moulin Rouge e o resultado é um bom musical. Aqui, não temos Satine, mas há Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones), uma famosa dançarina que é também a principal atração da boate onde trabalha. Já, Roxie (Renée Zellweger) é uma garota comum, aspirante a cantora, que sonha com um mundo de Velma. Ambas vão parar na cadeia, por crimes que comenteram e lá começam a brigar por publicidade nos jornais da Chicago dos anos 30.
#15. Extermínio
Quando um grupo de ativistas decide invadir um laboratório e libertar macacos que eram usados em experiências, não sabiam que um vírus acompanhava esses animais. Vinte oito dias após o acontecimento, Jim (Cillian Murphy) desperta sozinho em um hospital e fica confuso com a ausência de pessoas no lugar e nas ruas. Logo, encontra seres que não foram infectados e que lutam pela sobrevivência, assim como ele. Filmado todo em câmera digital e com a maioria das cenas feitas minutos antes do amanhecer, causando a idéia de total vazio na cidade, Extermínio é a volta de Danny Boyle às telas.
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Repeat... repeat... repeat:
Quando foi a última vez que você deixou uma música eternamente no repeat?
E você escuta ela durante a manhã,... tarde... noite e o sentimento continua sendo o mesmo. É como se você ligasse o som e se despreendesse de tudo mais ao seu redor.
Ela te faz ter vontade de ficar calado para sempre, não querer se comunicar com ninguém, descobrir cada novo acorde, fazer a diferença na vida das pessoas, continuar tentando, seguir com as decisões que toma. Mas, no final - antes dela começar novamente, você nunca sabe se é capaz de tudo isso.
"You don't need my help anymore,
It's all now to you, there ain't no before,
Now that you're big enough to run your own show,
You're just somebody that I used to know" (*)
Trilha do Post:
Elliott Smith - "Somebody That I Used to Know (*)
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Sexta-feira, Dezembro 19, 2003
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TOP 50 de discos de 2003 - # 01-10
# 01. Cerys Matthews
(Cockahoop)
the.way.things.are escolhe este como o melhor disco de 2003. Para quem pensava que o destino da ex-vocalista do Catatonia era incerto, Cockahoop veio para provar o talento da garota. Com o fim do grupo, pegou suas malas e foi para Nashville, interior dos Estados Unidos, para gravar o seu primeiro disco em carreira solo. Repleto de influências de folk e country music, a garota de voz marcante apresenta um trabalho diferente para aqueles que a conheceram em hits como: "Road Rage", "Mulder and Scully", "Strange Glue", entre outros.
Dica de download: "Only a Fool", "Chardonnay" e "Ocean"
# 02. Outkast
(The Love Below / Speakerboxx)
O primeiro single que realmente fez sucesso do grupo foi "Ms. Jackson", do disco Stankonia. Porém, é com Speakerboxxx / The Love Below (uma espécie de disco duplo - solo - de Big Boi e Andre 3000) que o grupo se firma como um dos mais criativos da indústria fonográfica. Enquanto, Andre (The Love Below) trabalha com o rap / jazz / soul e canta mais sobre o amor, Big Boi brinca mais com o funk e o hip hop. Participações especiais é o que não faltam neste trabalho. Contam com nomes como: Ludacris, Kelis e, a ganhadora de vários Grammy, Norah Jones.
Dica de download: "GhettoMusick", "The Rooster" e "Prototype"
# 03. Shelby Lynne
(Identity Crisis)
O novo disco da cantora, não poderia ter nome melhor. Após já ter experimentado os mais diversos estilos (ou "personalidades"), Lynne retoma suas origens de I am Shelby Lynne com um toque de Lucinda Williams. Identity Crisis passeia por melodias folk ("Telephone"), country rock ("Gotta be Better" e "10 Rocks"), blues ("Evil Man") e jazz ("Buttons and Beaus").
Dica de download: "Gotta Be Better", "I´m Alive" e "Telephone"
# 04. Damien Rice
(O)
Ele é uma espécie de David Gray folk e mais centrado. A maioria das melodias são conduzidas por guitarras, violões e algumas orquestrações ("Amie") também aparecem no trabalho de Rice. Outro destaque é o belíssimo acompanhamento vocal de Lisa Hannigan em faixas como "I Remember" e "The Blower´s Daughter". Uma das grandes revelações do ano.
Dica de download: "Cannonball", "Delicate" e "The Blower´s Daughter"
# 05. The White Stripes
(Elephant)
Antes mesmo de terem recebido uma indicação de melhor disco do ano na última edição do Grammy, a dupla já vinha recebendo críticas positivas de vários especialistas. E não é a toa. Elephant consegue mesclar melodias pesadas e com sonoridades que remetem o estilo do blues ("In The Cold, Cold, Night" com Meg White nos vocais), punk ("Black Math") e rock de garagem ("Girl, You Have No Faith In Medicine"). E tudo isso, dentro de um mesmo trabalho.
Dica de download: "Black Math", "I Want To Be The Boy" e "The Hardest Button To Button"
# 06. Lisa Marie Presley
(To Whom It May Concern)
To Whom It May Concern é o disco de estréia de Lisa Marie Presley. Sim. A filha de Elvis, ex de Michael Jackson e Nicolas Cage, dá as caras no mundo da música. Mas, caso você sabe apenas isto sobre ela, é capaz de se surpreender com a voz e talento da moça. Recheado de melodias pop/rock, Lisa segue os passos do pai e tem um bom posto garantido na música, devido a forma que sua voz harmoniza aqui com os arranjos produzidos.
Dica de download: "Sinkin´ In", "Important" e "The Road Between"
# 07. Martina Topley-Bird
(Quixotic)
Mais conhecida por suas contribuições nos discos de Tricky, finalmente Martina Topley-Bird sai das sombras e lança o seu primeiro disco solo. Quixotic traz melodias suaves (Lullaby), rock ("Need One", contando com a participação de Josh Homme, do Queens of the Stone Age), acid jazz ("Soul Food") e de influências trip-hop. Comparando aos recentes discos de seu companheiro, o álbum de Martina não fica devendo nem um pouco .
Dica de download: "Need One", "Anything" e "Too Tough to Die"
# 08. Carla Werner
(Departure)
Disco de estréia da garota que antes era apenas conhecida por algumas contribuições (vocais) nos remixes de Paul Oakenfold. Enquanto não estava fazendo colaborações, gravava Departure. Werner possui uma voz doce e equilibrada. Nunca soa exagerada e encaixa-se perfeitamente nas melodias/canções introspectivas deste seu trabalho.
Dica de download: "Love You Out", "Wanderlust" e "Departure"
# 09. Yeah Yeah Yeahs
(Fever to Tell)
O trio do Yeah Yeah Yeahs tem um dos melhores discos de rock do ano. Consegue ser simples e magnífico ao mesmo tempo - e não apenas devido aos gemidos de Karen O. São melodias cruas, cheias de riffs (guitarras sujas) e batidas marcantes. Canções com menos de três minutos como "Tick", "Pin" ou "Man", conseguem se sobressair de forma extraordinária. E esse é apenas o início da trajetória do grupo.
Dica de download: "Black Tongue", "Tick" e "Rich"
# 10. Damien Jurado
(Where Shall You Take Me)
Neste quinto álbum, Jurado relata experiências pessoais sobre sexo, amores obssessivos ("Abilene") e violência. Tudo isso, conduzido entre o folk e o country. Rosie Thomas, que já havia colaborado nos disco anteriores do cantor, empresta mais uma vez sua bela voz em três faixas ("Omaha", "Window" e "I Can't Get Over You").
Dica de download: "Omaha", "Texas to Ohio" e "Intoxicated Hands"
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Quinta-feira, Dezembro 18, 2003
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TOP 50 de discos de 2003 - # 11-20
#11. The Cardigans
(Long Gone Before Daylight)
O trabalho solo (A Camp) de Nina Persson contribuiu bastante para o quinto disco do grupo. Não espere nenhuma faixa tão comercial como nos trabalhos anteriores, esse aqui é muito mais introspectivo, triste e com lindas melodias - como é o caso de "And Then You Kissed Me" que quando ela canta "Man, you hit me, yeah you hit me really hard" é como se o ouvinte pudesse sentir. "Couldn´t Care Less" é a faixa mais triste do disco enquanto o primeiro single "For What It's Worth", uma melodia gostosa e constante, foi uma boa escolha para o lançamento.
Dica de download: "You're The Storm"
#12. Basement Jaxx
(Kish Kash)
O terceiro disco do Basement Jaxx é o melhor álbum de música eletrônica do ano. As participações especiais do rapper revelação Dizzee Rascal ("Lucky Star"), do integrante do N´SYNC (JC Chasez em "Plug It In") e de Lisa Kekaula ("Good Luck") são os melhores momentos do disco.
Dica de download: "Good Luck"
#13. Joss Stone
(The Soul Sessions)
Não deixe que o seu visual Britney Spears / Christina Aguilera o engane, pois Joss Stone possui um talento de dar inveja nas duas. The Soul Sessions é um álbum com dez faixas (covers) que funcionam muito bem na voz de Stone. Possui uma atitude vocal de impressionar para uma garota de apenas dezesseis anos.
Dica de download: "Dirty Man"
#14. Lamb
(Between Darkness and Wonder)
Between Darkness and Wonder tem um excelente nome para um trabalho que revela felicidade e tristeza ao mesmo tempo. "Angelica" é uma bela faixa produzida ao piano e lembra um pouco de Zero 7, enquanto "Learn" traz um belo acompanhamento de cordas. Já "Darkness", traz distorções sonoras tanto na melodia quanto na voz de Louise Rhodes. Mais um lindo trabalho da dupla.
Dica de download: "Stronger"
#15. Jewel
(0304)
A garotinha-country que cantava "You Were Meant for Me" e outras baladinhas engajadas pela sua velha viola, influenciou-se pelo pop e lançou, o que talvez seja, seu melhor disco. O responsável pelas mundaças radicais no seu estilo é Lester A. Mendez (o mesmo produtor de Shakira). O single de "Intution" traz uma letra contemporânea sobre o mundo do showbiz - e em seu vídeo, aquela garota certinha se transformou em uma bela mulher (mesmo com um dentinho torto - sua marca registrada). Aliás, Jewel aprendeu a fazer vídeos interessantes, outro exemplo é "Stand".
Dica de download: "Haunted"
#16. Leona Naess
(Leona Naess)
Há quem diga que filho de peixe, peixinho é. Se isso for verdade, o talento de Leona Naess é proveniente da mãe, a ex-supreme Diana Ross, com Arne Naess. Neste terceiro disco, que leva seu nome, algumas letras são bastante pessoais, como "Don't Use My Broken Heart" que parece ter sido feita após o fim de um relacionamento (supostamente, com o cantor Ryan Adams) ou "Dues to Pay" em que faz um paralelo entre carreira e romance.
Dica de download: "Calling"
#17. Annie Lennox
(Bare)
Após oito anos sem lançar nenhum disco, Annie Lennox volta com Bare. O que mais chamou a atenção durante o seu lançamento foi o visual envelhecido da cantora na capa do álbum. Diz ela, que foi uma forma encontrada para a distribuição diante o mercado teen que se criou durante o seu afastamento. Apesar de não trazer nenhum single à altura dos anteriores, esse é o disco pelo qual deveria ser lembrada caso uma futura aposentadoria esteja por vir.
Dica de download: "Pavement Cracks"
#18. The Postal Service
(Give Up)
Uma mistura de new wave, dance, pop, trip-hop e sonoridades dos anos 80 que lembram New Order, Depeche Mode e Pet Shop Boys. Esta última característica, talvez seja o fato do The Postal Service ser tão bom de ouvir. A primeira faixa "The District Sleeps Alone Tonight" começa como quem não quer nada até se tornar numa explosão das sonoridades citadas.
Dica de download: "Such Great Heights"
#19. The Twilight Singers
(Blackberry Belle)
The Twilight Singers é o projeto paralelo de Greg Dulli do Afghan Wings. O disco abre com uma bela melodia ao piano ("Martin Eden"), como é o caso também de "Teenage Wristband". Em alguns momentos o trabalho recebe uma atmosfera sombria e prova disso é a faixa final "Number Nine" - uma balada sentimental que começa com um órgão de Igreja.
Dica de download: "Teenage Wristband"
#20. The Hidden Cameras
(The Smell of Our Own)
É quase impossível não comparar o The Hidden Cameras com o Belle & Sebastian. Assim como o B&S, eles também são compostos por uma multidão de pessoas (14 ao todo). Aqui temos Joel Gibbs, líder do grupo, que trabalha com a temática homossexual sem criar muitas restrições. As letras falam sobre sexo e "brincadeiras" sexuais - especialmente, entre homens. As músicas são conduzidas por cravos, harpas, vibrafones e outros instrumentos fazendo deste, um disco melodicamente muito rico.
Dica de download: "Smells Like Happiness"
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
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TOP 50 de discos de 2003 - # 21-30
#21. Lucinda Williams
(World Without Tears)
Atualmente, Lucinda Williams é uma das mais respeitadas cantoras country/folk por sua música. Quanto as canções de World Without Tears, "Fruits of My Labor" tem um clima de bar, enquanto "Righteously" é sobre ser desrepeitada e "Those Three Days" abandonada por um amor. É estranho dizer, mas Lucinda faz a dor parecer sensual.
Dica de download: "Sweet Side"
#22. Liz Phair
(Liz Phair)
Dica de download: "Why Can´t I?"
#23. Skin
(Fleshwounds)
A voz de Skin mais as melodias vigorosas, do Skunk Anansie, proporcionaram reconhecimento ao grupo. Em Fleshwounds, primeiro disco solo da cantora, o som é menos pesado do que as canções que estava habituada. No entanto, seu trabalho é admirável do início ao fim. O primeiro single "Faithfulness" é a prova do seu talento, assim como as baladas "Down Let Me Down" e "I´ll Try".
Dica de download: "Trashed"
#24. Cat Power
(You Are Free)
Dica de download: "Don´t Blame You"
#25. Manitoba
(Up in Flames)
Mais um daqueles casos de "banda de um homem só". Em se tratando do Manitoba: Dan Snaith. Trabalha com os mais variados estilos, mas de forma cuidadosa. Algumas melodias exploram mais um lado do jazz, rock e outras ganham texturas psicodélicas ("Hendrix With KO"). Uma espécie de Flaming Lips + Aphex Twin.
Dica de download: "Skunks"
#26. Turin Brakes
(Ether Song)
Dica de download: "Falling Down"
#27. Jason Collett
(Motor Motel Love Songs)
Um belo álbum recheado de canções levadas ao estilo rock/folk/pop como já fica evidenciado na primeira faixa "Bitter Beauty". Basicamente, todas as melodias são conduzidas por um violão, guitarras e percussão linear. Um trabalho com produção simples, mas de resultado magnífico.
Dica de download: "Litte Clown"
#28. Radiohead
(Hail to the Thief)
Dica de download: "A Wolf at the Door"
#29. John Mayer
(Heavier Things)
Com um Grammy nas mãos e vendas mais que esperadas (do seu Room for Squares), Mayer trocou de produtor e lançou Heavier Things. Deixou seu lado "unplugged" para trabalhar com melodias "plugadas" desta vez. O garoto possui talento e prova disso é que nunca precisou usar de seu físico para isso. "Bigger Than My Body" merecia alguns títulos de música do ano, mas parece ter sido esquecida.
Dica de download: "Only Heart"
#30. Blur
(Think Tank)
Dica de download: "Out of Time"
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Terça-feira, Dezembro 16, 2003
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TOP 50 de discos de 2003 - # 31-40
#31. Nelly Furtado
(Folklore)
O primeiro single, "Powerless" (Say What You Want), prova o quanto "multi-cultural" (mais uma vez) seu trabalho é. As participações especiais do Kronos Quartet ("One-Trick Pony") proporciona uma riqueza sonora, assim como Bela Fleck (banjo) em "Força" - sim, em alguns momentos cantanda em português, como acontece também na hip hop "Fresh Off the Boat".
Dica de download: "Build You Up"
#32. Death for Cutie
(Transatlanticism)
Dica de download: "Title and Registration"
#33. Lisa Germano
(Lullaby for the Liquid Pig)
As canções de Lullaby for the Liquid Pig são obscuras e introspectivas, assim como suas melodias. "Candy" remete tema de parque de diversão abandonado, enquanto "Nobody´s Playing" é conduzida por acordes sutis de piano mais a voz de Lisa. "Making Promises", a última faixa, é a que mais tenta fugir de toda a linearidade climática que o trabalho proporciona.
Dica de download: "Pearls"
#34. Kelis
(Tasty)
Dica de download: "Milkshake"
#35. The Dining Rooms
(Tre)
Terceiro trabalho deste grupo italiano que une jazz ("La Citta Nuda"), soul, hip hop, house, trip hop e ritmos africanos ("You"). O single "Tunnel" tem um piano que fica tocando as mesmas notas, mas acaba se destacando por sua percussão e os vocais de Sean Martin - há quem lembre um pouco de Massive Attack aqui.
Dica de download: "Tunnel"
#36. Kathleen Edwards
(Failer)
Dica de download: "Mercury"
#37. Peaches
(Fatherfucker)
O segundo disco, da canadense que não tem papas na língua, traz um repertório rock, funk, hip hop e com letras que falam direto (ou não) sobre sexo. Além das letras engraçadíssimas (como "Shake Yer Dix"), Peaches conta com a participação de Iggy Pop ("Kick It") e "I Don´t Give a..." traz um sample de"Bad Reputation" de Joan Jett.
Dica de download: "I´m the Kinda"
#38. The Strokes
(Room on Fire)
Dica de download: "Under Control"
#39. Lloyd Cole
(Music in a Foreign Language)
"I hear they have the good drugs in Brazil..." canta na faixa "Brazil" com uma batida de bossa nova e um violão acústico. Um trabalho com belos arranjos, orquestrações que nunca soam exageradas e geralmente acompanhadas de um piano discreto tocado pelo próprio cantor.
Dica de download: "My Other Life"
#40. Broadcast
(Ha Ha Sound)
Dica de download: "Minim"
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Segunda-feira, Dezembro 15, 2003
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TOP 50 de discos de 2003 - # 41-50
#41. Pete Yorn
(Day I Forgot)
Após uma estréia bem sucedida (Music for the Morning After), Pete Yorn volta com Day I Forgot. Em seu segundo disco, canta como Eddie Vedder ("Burrito" / "Carlos") trazendo excelentes arranjos acústicos ("Man in Uniform" / "Crystal Village"). "Turn of the Century" é tão agradável que me remete as sonoridades trabalhadas por Aimee Mann e Jon Brion.
Dica de download: "Crystal Village"
# 42. The Wrens
(The Meadowlands)
Dica de download: "This Boy is Exhausted"
#43. Longwave
(The Strangest Things)
O segundo disco deste grupo de Nova Iorque traz sonoridades de U2 ("Wake Me When It´s Over") e Radiohead, da fase The Bends, com a faixa "Meet me at the Bottom". Imagine uma espécie de Julian Casablancas (The Strokes) com os estilos citados. Assim temos: The Strangest Things.
Dica de download: "Everywhere You Turn"
#44. Ryan Adams
(Rock n´ Roll)
Dica de download: "This Is It"
#45. Eletric Six
(Fire)
Quinteto de Detroit abusa do rock, punk, new wave, disco music e tudo o que tiver pela frente. Fire conta com a particpação de ninguém mais, ninguém menos do que Jack White ("Danger! High Voltage") o que ajudou a promover o disco. Outro destaque é a faixa "Gay Bar" em que o vocalista repete várias vezes "I wanna take you to a gay bar" e virou hit na época do lançamento.
Dica de download: "Danger High Voltage"
#46. Bee and Flower
(What´s Mine is Yours)
Dica de download: "Something Good"
#47. Madonna
(American Life)
Décimo álbum de estúdio da cantora no qual critica a sociedade norte-americana. "Hollywood" apresenta o mundinho fútil da fama e possui mais atitude do que o primeiro single ("American Life", a mais fraca do disco). "I m So Stupid" começa com uma guitarra, mas logo somos surpreendidos por uma batida certeira e vocais distorcidos na canção. Enquanto, "Love Profusion" traz elementos acústicos misturados à eletrônicos e acaba por se tornar em uma marchinha.
Dica de download: "X-Static Process"
#48. UNKLE
(Never Neverland)
Dica de download: "In a State"
#49. Alexandra Slate
(Edge of the Girl)
Alexandra Slate começou sua carreira como cantora de folk-pop fazendo apresentações em pequenos bares em Toronto (Canadá). O primeiro single "Bad Girl" com voz, letra, estilo e atitude de Fiona Apple é um dos destaques de sua estréia. "Can´t Hold the World" traz um pouco de Gwen Stefani com Avril Lavigne (?!). Alexandra é o tipo de rockeira/pop que poderia muito bem emplacar na MTV Brasil.
Dica de download: "No Vacancy"
#50. British Sea Power
(The Decline of British Sea Power)
Dica de download: "Apologies to Insect Life"
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Domingo, Dezembro 14, 2003
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Wig In A Box: Songs From & Inspired By Hedwig & The Angry Inch
   
Wig In A Box: Songs From & Inspired By Hedwig & The Angry Inch é um projeto beneficiente cujo objetivo é levantar fundos para a Instituição Hetrick Martin, onde se administra a Harvey Milk High School para adolescentes gays, lésbicas e transgêneros. Para isso, músicos como Rufus Wainwright, Ben Kweller, Yoko Ono, Yo La Tengo, Cyndi Lauper, Fred Schneider, Ben Folds, entre outros ficaram com a difícil tarefa de adaptar as canções do filme (que era uma peça de teatro independente da Broadway) Hedwig - Rock, Amor e Traição (Hedwig and The Angry Inch, de 2001).
Resultado: eles assassinaram basicamente todas as versões.
"Nailed" ganhou uma versão techno ridícula por Bob Mould, enquanto "Origin of Love" (uma das músicas mais bonitas do disco original) é interpretada numa versão sem expressão alguma na voz (apenas rouca) de Rufus Wainwright. Yo La Tengo acompanha uma Yoko Ono histérica (chega a ser divertido imaginar ela metida a rockeira junto aos gemidos que dá) em "Hedwig's Lament / Exquisite Corpse". Já toda a atmosfera divertida de "Sugar Daddy", perde-se na voz de Frank Black, enquanto o Spoon apresenta uma versão folk/rock de "Tear me Down" e Cyndi Lauper mantêm a versão de "Midnight Radio" bem similar a original.
Há versões que se salvam, mas não superam de forma alguma as apresentadas pelo diretor/roteirista e ator do filme John Cameron Mitchell (que aparece aqui na faixa "Milford Lake"), como: "Angry Inch" por Sleater-Kinney e Fred Schneider (do B-52´s) ou "Wicked Little Town" que traz duas versões - uma conduzida com guitarras pelo The Breeders e outra por Ben Folds, Ben Lee e Ben Kweller.
O resultado é tão fraco que a melhor opção é escutar as canções originais e fazer de conta que tais gravações nunca existiram.
Dica de download: O disco original.
Outros discos:
Damien Rice (O)    
Missy Elliott (This is Not a Test)   
Nelly Furtado (Folklore)   
The Postal Service (Give Up)   
Trilha do Post:
Coletânea Wig In A Box: Songs From & Inspired By Hedwig & The Angry Inch
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Sábado, Dezembro 13, 2003
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The Simple Life
   
The Simple Life, exibido pela Fox (deve estrear por aqui em breve), foi ao ar nos Estados Unidos em 02 de dezembro deste ano. Sem nem mesmo ter estreado, a série já vinha recebendo críticas positivas e estava prestes a se tornar uma grande atração entre jovens e adultos. Dito e feito.
A garota da esquerda é Paris Hilton. Modelo de vinte e dois anos, uma das herdeiras da rede de hotéis Hilton e que, recentemente, virou notícia por algumas imagens veiculadas na Internet em que ela e seu ex-namorado praticam sexo, das mais diversas formas - há quem diga que este ocorrido contribuiu para o sucesso do show. A outra menina (à direita) é Nicole Richie. Uma pretensiosa cantora e animadora de festas. Porém, isso parece coisa fácil para a filha do cantor Lionel Richie fazer. As duas são ricas, famosas, freqüentam as melhores festas e se uma palavra pode definir as suas vidas, esta seria luxo.
A idéia do reality show é a seguinte: levar as duas à zona rural de Altus (Arkansas) para viver/trabalhar por trinta dias em uma fazenda (e, conseqüentemente, na cidade). Lá, estarão sem nenhum cartão de crédito, luxo, o indispensável telefone celular (como se perceber no vídeo "proibido" de Paris) e ganharão uma família típica do interior.
Para duas garotas que gastam dois mil dólares num sapato e, no mesmo dia, precisam se virar com uma lista de compras da qual dispõem cinqüenta dólares, a vida vai se tornar muito mais que simples. Impossível não rir quando as meninas entram em crise ao saber que na casa existe apenas um banheiro ou quando a conta do mercado excede o valor do qual elas dispõem e começam a devolver os produtos "desnecessários". Definitivamente, o melhor reality show do ano.
O pior é saber que têm pessoas que acreditam na chatice do Big Brother 4. Aposto que a idéia logo deve ser aproveitada nas terras tupiniquins por algum canal de televisão. Quem será que vai passar um mês no sertão do nordeste tomando no máximo quatro copos de água e um pedaço de pão por dia? Façam suas apostas: Chiquinho Scarpa? Vera Loyola? Narcisa Tamborindeguy?
Trilha do Post:
Damien Rice, o disco O
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Em momentos...
Este período de final do ano é meio tedioso ou isso só acontece comigo?
Acho que um dos meus maiores medos é o final de ano. Não é só por causa daquele papo: - "Nossa, como passou rápido". Mas, pelo fato de que os meus últimos (possíveis) cinco finais de ano, terem sido muito similares. Isto é, as mesmas pessoas, o mesmo programa de televisão (tudo bem, ano passado teve uma série de clipes do ABBA que ajudou a modificar o placar vitorioso dos shows de final de ano da Globo), foguetes, comidas, bebidas e basicamente... as mesmas pessoas. Às vezes, penso em simplesmente dormir eternamente até o dia primeiro de janeiro e pronto, passou mais um ano.
Enfim, espero muito do ano que vem. Muito mesmo. E eu sou otimista demais quando digo isso. Estou prestes a fazer revolução e o melhor de tudo é saber que tenho apoio para isso.
Ok, post totalmente desnecessário para alguns, mas extremamente importante para mim.
PS: Continuo aceitando encomendas da trilha abaixo no e-mail.
Trilha do Post:
Soda Stereo - "Ella Uso Mi Cabeza Como un Revólver"
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Grammy Awards Pt.2
Minhas breves considerações sobre cada um dos indicados na categoria:
Best Short Form Music Video (resumindo: clipe)
"Hurt"
Johnny Cash
Direção: Mark Romanek
Essa música na voz do Johnny Cash soa muito diferente da versão de Trent Reznor. Concorreu a vídeo do ano nos prêmios da MTV, mas há quem diga que estava apenas selecionado entre os indicados devido à doença e o estado de saúde de Cash na época. Duvido muito disto, pois Romanek faz um vídeo lindo, repleto de imagens de arquivo que tornaram o cantor numa lenda. O vídeo parece como um último adeus assistindo-o após a sua morte.
"The Scientist"
Coldplay
Direção: Jamie Thraves
Este é um dos vídeos mais criativos e inovador da banda, além de ser uma bela música. A história toda é apresentada do fim ao começo (e o vídeo também é editado da mesma forma) - a sincronização da boca (do vocalista) acaba sendo no mínimo perfeita.
"Die Another Day"
Madonna
Direção: Mats Lindberg, Pontus Lowenheilm & Ole Sanders
Sério... com tantos vídeos interessantes neste ano. O que a Madonna está fazendo nesta lista? Alguém assistiu os últimos vídeos do White Stripes ("The Hardest Button To Button") ou até mesmo os da Missy Eliott? Pelo amor de Deus! Aliás, o novo vídeo da Madonna ("Love Profusion") é uma das coisas mais bobinhas que assisti nos últimos dias, apesar da música ser bacana, mas ela desaprendeu a fazer clipes legais.
"Concrete Angel"
Martina McBride
Direção: Robert Deaton & George Flanigen
Esse vídeo é tão bobo quanto o da Madonna. A história é de uma meninia "loser", de 7 anos, que acaba se tornando amiga de seu vizinho e por isso ela acaba apanhando da mãe (!??!). Na cena seguinte... a garota está sendo enterrada. Dramatização nota 10! Clipe para o Xitãozinho e o Xororó melarem as cuecas.
"Hey Ya!"
Outkast
Direção: Bryan Barber
Perfeito! É o tipo de vídeo e música para ficar assistindo e ouvindo o dia inteiro. "Hey Ya!" é uma das melhores canções do ano, e conseqüentemente tem um dos melhores clipes. Andre 3000 faz todos os integrantes do grupo (The Love Below - nome do seu disco no álbum duplo do Outkast) e há quem diga que ele teve que gravar/cantar a música mais de 30 vezes para fazer o vídeo com perfeição. Com certeza, o mais divertido (e com música mais legal) da lista.
Trilha do Post:
Carla Werner e o disco Departure
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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003
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Fiona Apple na Blender
Eu sei que não deveria dizer isso, mas quero que este seja um dos primeiros discos a vazar na Internet em 2004. Cansei de esperar e só ouvir músicas ao vivo ou colaborações com o Johnny (R.I.P) Cash.
A Matéria:
In the Studio
Optimistic!
Fiona Apple follows up her dark 1999 masterpiece When the pawn... with something a bit more humorous
"Personally, I think humiliation is worse than death," Fiona Apple says, taking a break from mixing her first record in more than three years. "Not that death is OK; it´s just that humiliation is something you have to live with."
Rock´s reigning philosopher-chanteuse hasn´t lost her dark edge during her hiatus from the spotlight. But according to those who know her best, she has lightened up a bit. "These songs definitely show more of her sense of humor," says producer Jon Brion, who worked with Apple on her last release, 1999´s critically lauded, commercially overlooked album When the Pawn....
One song, "Better Version of me," began as a litany of personal put-downs. "By the last verse, I realized that all the qualities that make you feel unequipped in life can be turned around to your own advantage," she says. "It actually became sort of optimistic."
Apple chalks that up less to a newly rosy outlook than to just growing up. "I´m still the same," says the 26 year old. "I still have horrible days, but I started to look at them with more appreciation as an observer. Rather than "I feel horrible and I want to die," now its more like, "Isn´t that interesting how I want to die right now? I wonder how I´ll feel five minutes from now?"
The new songs are filled with woodwinds and strings, but they´re never limp. As for the album´s title, Apple is keeping mum.
"If you knew what the title was," smiling mysteriously, "you would know why I can´t tell you."
Right.
Trilha do Post:
Tori Amos - "Tombigbee"
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